Um magistrado federal da Flórida rejeitou em definitivo o processo por difamação movido contra o jornal “The Wall Street Journal”. A ação, avaliada em 10 bilhões de dólares, foi impulsionada pela equipe jurídica do atual presidente após a publicação de uma reportagem sobre uma mensagem enviada ao falecido criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.
Decisão judicial aponta falhas fundamentais
O juiz Darrin Gayles determinou o arquivamento do caso por entender que o processo repete o mesmo erro da primeira tentativa, falhando em preencher os critérios obrigatórios para demonstrar que o veículo agiu de maneira intencionalmente difamatória.
“Como o presidente Trump não argumentou de forma plausível que cada réu tenha feito declarações difamatórias com malícia real, cabe indeferir a Ação Corrigida e, como esta é a segunda tentativa do presidente Trump de apresentar este caso, o Tribunal considera que cabe o arquivamento”, afirma a decisão.
Origem do conflito judicial
A batalha legal começou em julho, após a divulgação de uma matéria jornalística sobre um álbum comemorativo organizado por Ghislaine Maxwell para o quinquagésimo aniversário de Epstein em 2003, que continha um cartão atribuído ao político.
A polêmica sobre o cartão de aniversário
Apesar de o diário norte-americano não ter exibido a imagem publicamente, parlamentares democratas da comissão de supervisão da Câmara dos Estados Unidos divulgaram o registro em redes sociais em setembro de 2025.
A indenização bilionária foi exigida depois que o jornal mencionou o impresso, que trazia o rascunho de uma mulher nua acompanhado da assinatura do magnata simulando pelos pubianos. Tanto a Casa Branca quanto o presidente sustentam publicamente que o documento é uma falsificação.




