sábado, 31 de outubro de 2026
Brasil

Carlos Bolsonaro diz que pai teve volta de soluços e emagrecimento

Senador eleito visitou o ex-presidente em Brasília e relatou preocupação com a saúde física e mental do político do PL.

Carlos diz que Bolsonaro voltou a ter crises de soluço e sente saudade de Flávio

O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a apresentar crises de soluço e sinais de perda de peso, conforme relatado por seu filho, o senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC), neste sábado (31). Após uma visita de aproximadamente duas horas, o parlamentar expressou preocupação com o quadro clínico e o estado mental do pai, que cumpre prisão domiciliar em Brasília sob autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

Sintomas e preocupações familiares

Durante o encontro, que incluiu café e uma conversa sobre futebol, Carlos destacou que a condição de saúde do ex-chefe do Executivo exige atenção. O soluço dele voltou, afirmou o filho, que também mencionou alteração na região abdominal. Me assusta um pouquinho o crescimento da barriga dele, declarou o senador eleito, citando ainda o emagrecimento do pai sem a divulgação de um novo laudo médico oficial.

Distância dos filhos e exílio nos Estados Unidos

A conversa também abordou a ausência de familiares que deixaram o país. Segundo o parlamentar, o ex-presidente demonstrou sentir muita saudade do Flávio. Flávio Bolsonaro deixou o território nacional rumo aos Estados Unidos após a derrota eleitoral e determinações judiciais do ministro Alexandre de Moraes envolvendo a entrega de passaportes. Eduardo Bolsonaro também permanece nos Estados Unidos, situação tratada por Carlos como um exílio político.

Articulação política e apoio a Rogério Marinho

Apesar de relatar que evita debater temas partidários para prevenir novas complicações jurídicas para o pai, Carlos utilizou o registro em vídeo para defender a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal para o biênio a partir de 2027. A luta vai continuar, pontuou. O partido articula apoios para a mesa diretora da Casa frente à concorrência de outras legendas.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por crimes ligados a tentativas de ruptura institucional, estando em regime domiciliar desde março devido a comorbidades. O histórico médico recente do político inclui episódios de taquicardia, dificuldades respiratórias, vômitos e quadros crônicos de soluço acompanhados por equipes médicas.

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