As forças militares de Israel frustraram um suposto atentado na Cisjordânia durante uma ação que resultou na morte de dois suspeitos e deixou cinco pessoas feridas, sendo duas em estado grave, conforme anunciado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Detalhes da operação e armamentos apreendidos
O confronto aconteceu nas proximidades de Hebron, no entroncamento de Yehuda. Equipes de socorro relataram que ainda havia troca de tiros no momento da chegada ao local e que os feridos foram levados para hospitais israelenses, sem nacionalidades reveladas.
Durante as diligências, o Exército israelense apreendeu um vasto arsenal que incluía fuzis M16, submetralhadoras do tipo Carlo e quatro artefatos explosivos. Além disso, militares realizaram varreduras nas casas dos suspeitos mortos e de outros investigados.
Acusações contra o Hamas
O premiê israelense atribuiu a autoria do plano a membros do Hamas, destacando que o volume de armamento indicava a intenção de causar grande destruição, embora a ligação direta com o grupo palestino não tenha tido confirmação independente.
“Tudo indica que terroristas do Hamas estavam planejando um grande ataque com o objetivo de assassinar civis inocentes, como demonstram as grandes quantidades de armas e munições encontradas. Nossos bravos soldados frustraram esse ataque com coragem e determinação. Elogio a atuação deles e desejo uma rápida recuperação aos nossos feridos“, declarou Netanyahu.
Cerco militar e cenário político
Como consequência do episódio, o Exército determinou o isolamento militar de Hebron. A ordem do gabinete do primeiro-ministro prevê o fechamento total da Cisjordânia, embora detalhes sobre a duração ou restrições exatas de circulação não tenham sido detalhados.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, esteve presente no cenário do tiroteio e manifestou apoio ao desmantelamento da Autoridade Palestina, órgão gestor de partes da Cisjordânia estabelecido pelos acordos de paz dos anos 1990.
A ofensiva e o anúncio do cerco ocorrem a apenas quatro dias das eleições legislativas marcadas para a próxima terça-feira (27), pleito no qual Netanyahu tenta se manter à frente do governo em meio ao acirramento das operações de segurança.



