O Botafogo não conseguiu manter o embalo no Campeonato Brasileiro e acabou derrotado pelo Internacional por 3 a 0, em partida realizada na tarde deste sábado, no estádio Beira-Rio, válida pela 32ª rodada da competição.
Análise da partida
Em sua entrevista coletiva após o confronto, o técnico Tite avaliou o resultado negativo como merecido pelos donos da casa, embora tenha feito ressalvas quanto à diferença de gols no marcador final.
– Nós estivemos muito abaixo daquilo que a gente pode render. O Inter foi merecedor da vitória, talvez não com um placar dilatado com dois tempos distintos. Mas um primeiro tempo abaixo daquilo que podemos produzir. E nisso buscar também, há momentos que temos que nos tornar uma equipe mais competitiva. Esse é um aspecto importante que levamos em relação a esse jogo. – declarou o comandante alvinegro.
Desempenho coletivo e escolhas táticas
O treinador preferiu não apontar falhas individuais e destacou que o rendimento esteve abaixo do esperado em vários aspectos do jogo, abrangendo tanto a parte tática quanto a física e técnica da equipe.
– Eu não gosto de falar de individualidades, é um contexto todo. Todos nós estivemos abaixo. Nós estivemos taticamente abaixo, fisicamente e tecnicamente. Internacional mereceu, principalmente pelo primeiro tempo. Segundo tempo uma grande atuação do goleiro, bola no primeiro pau, poderiam ter marcado, sim, mas a vitória foi inconteste. Isso está muito claro. E partir do momento que a gente diagnostica alguma coisa, pode melhorar em outra. E ela está nos diversos setores. Ele é de meio-campo, mas ele é da efetividade, dos homens de frente e de trás também. Não tem essa individualidade. O que tem é um primeiro volante mais posicional. O Huguinho é mais box to box, não é um jogador de força. Então está disputando jogadores da função. Domingos esta disputando, o Kaio Pantaleão, o Allan… São jogadores da função. Mas é um contexto todo. – explicou Tite.
Discussão em campo
O técnico também comentou sobre a discussão em campo envolvendo os jogadores Montoro e Marçal, justificando a cobrança mútua entre os atletas durante o duelo no Rio Grande do Sul.
– O momento de falar, sim. O momento de briga fica a teu critério, não é assim. São falas de dentro do campo, em que, em algum momento, você tem a necessidade de falar com outro atleta para que as coisas possam melhorar e não ser passivo. Então, esse é o sentido, mas com muito discernimento. Pode pegar a entrevista do Marçal pós-jogo: ele tem esse discernimento, e nós também. Que existe momento de jogar, de competir. Todos nós, por vezes, nos exaltamos, mas com o devido respeito. – pontuou o técnico.
Com o revés fora de casa, a comissão técnica agora foca na recuperação do grupo para os próximos compromissos no torneio nacional, buscando corrigir os erros apontados pelo treinador para retomar o caminho das vitórias.



