O Remo atingiu a marca de 50 gols sofridos na Série A do Campeonato Brasileiro após a derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro, no Mineirão, na abertura da 32ª rodada. O revés na capital mineira foi definido por uma jogada que há tempos atormenta a defesa azulina: a bola aérea. O tento sofrido em Belo Horizonte marcou o 23º tiro certeiro pelo alto contra o time na competição, o que significa que quase metade de todas as redes balançadas contra a equipe vieram dessa maneira.
Fragilidade que custa caro na tabela
O momento decisivo da partida aconteceu bem nos acréscimos do primeiro tempo, quando o zagueiro Fabrício Bruno subiu totalmente livre para aproveitar uma cobrança de escanteio pelo lado esquerdo. Estatísticas revelam que o problema defensivo pelo alto já apareceu em 18 dos 31 confrontos disputados pela equipe até o momento. Em 12 dessas partidas, o clube acabou saindo de campo sem somar nenhum ponto sequer, desperdiçando um total de 20 pontos preciosos no campeonato.
Erros repetidos e histórico preocupante
Alguns adversários conseguiram explorar a fraqueza defensiva do Leão Azul mais de uma vez na mesma partida. Foi o caso de Mirassol, Fluminense e Corinthians, cujos setores ofensivos marcaram duas vezes pelo jogo aéreo em confrontos específicos ao longo da competição. Após o apito final em solo mineiro, o zagueiro Zé Ivaldo expressou sua frustração com a repetição das falhas, lembrando que o fundamento havia sido amplamente treinado antes do compromisso:
– Nós nos preparamos bem para esse jogo. Analisamos bem a equipe do Cruzeiro, sabíamos onde eram os pontos fortes deles, mas nós sempre cometemos os mesmos erros. Nós começamos bem, controlando o jogo, dominando. Nós fizemos um excelente primeiro tempo, mas no finalzinho tomamos o gol. Sempre vem acontecendo isso.
Próximo compromisso em casa
Tentando estancar a sangria defensiva, o Remo se prepara agora para retornar a Belém. O próximo compromisso da equipe na tabela será diante do Botafogo, agendado para a próxima quarta-feira, dia 28, às 21h30, no Estádio do Mangueirão.



