A temporada atual do Campeonato Inglês registra uma marca incomum nas últimas 13 temporadas ao alcançar o mês de novembro sem nenhuma demissão de treinador. O cenário de estabilidade, contudo, contrasta com o histórico do torneio e esconde a situação delicada de pelo menos cinco comandantes que estão ameaçados no cargo.
Renovação nos bancos e pressão por resultados
O torneio começou repleto de novidades nas comissões técnicas, com nove equipes iniciando a disputa com comandantes recém-chegados. No entanto, o desempenho ruim em campo colocou Michael Carrick (Manchester United), Pierre Sage (Crystal Palace), Oliver Glasner (Nottingham Forest), Régis Le Bris (Sunderland) e Matthias Jaissle (Newcastle) sob forte pressão da diretoria e dos torcedores.
Situação dramática na tabela da liga
O Manchester United de Carrick soma apenas sete pontos em nove rodadas e escapa da zona de rebaixamento exclusivamente pelos critérios de desempate no saldo de gols. Enquanto isso, Crystal Palace, Nottingham Forest e Sunderland ocupam exatamente as últimas posições da tabela de classificação, e o Newcastle aparece na 13ª colocação.
Problemas defensivos e altos investimentos
Enquanto Carrick mantém o respaldo de parte do elenco e da torcida, Pierre Sage enfrenta forte contestação por comandar a defesa mais vazada da competição, com 21 gols sofridos. No Nottingham Forest, a situação é dramática com a vice-lanterna, mesmo após o clube desembolsar mais de 138 milhões de euros em contratações na última janela de transferências.
— É hora de mudarmos as coisas, se eu puder as coisas, e é o que eu vou fazer. Se os jogadores comprarem as minhas ideias, nós podemos nos reabilitar. Senão, o sexto treinador vai chegar — comentou Oliver Gasner, após a derrota do Nottingham Forest para o Brentford.
O fantasma estatístico de novembro
Historicamente, novembro é um dos períodos mais críticos para os comandantes na Inglaterra. Dados da Opta apontam que o mês já marcou a primeira demissão da temporada em 25% dos 34 anos da era moderna da liga, ficando atrás apenas de setembro. Além disso, estatísticas mostram que novembro divide com dezembro o posto de mês com o maior volume acumulado de trocas de treinador ao longo dos anos, acendendo o alerta para os próximos dias.




