Em um momento crucial de sua reconstrução, o Paraná Clube entra em campo neste sábado, às 15h30, na Vila Capanema, diante do Foz do Iguaçu. O confronto de volta da semifinal da Copa Paraná coloca em disputa mais do que um lugar na grande decisão: vale o passaporte de volta às disputas nacionais para a temporada de 2027, encerrando um hiato que perdura desde 2022.
Cenário da classificação e opções no calendário
Como superou o adversário no duelo de ida por 1 a 0, atuando como visitante, o time paranista joga pelo empate diante de sua torcida. O Foz do Iguaçu, por sua vez, precisa vencer pela margem mínima para forçar a disputa por pênaltis ou obter uma diferença de dois gols para se classificar ainda no tempo regulamentar.
A presença na final da competição estadual premia os dois finalistas com vagas distintas no futebol brasileiro. O futuro campeão poderá optar entre disputar a Copa do Brasil ou a Copa Sul-Sudeste em 2027, destinando a alternativa restante ao vice-campeão.
— A Copa do Brasil tem o quesito financeiro mais positivo, mas você precisa passar as fases. E a Copa Sul-Sudeste te dá um calendário esportivo mais amplo — comentou o diretor de futebol do Paraná Clube, Rodrigo Possebon.
Ano histórico e marca recorde de invencibilidade
Depois de amargar quedas sucessivas a partir de 2018 e disputar a Série D pela última vez há quatro anos — caindo nas oitavas de final para o Pouso Alegre —, o Tricolor viveu em 2023 sua primeira temporada sem torneios nacionais. Em 2026, paralelamente aos trâmites para implementação da SAF, o clube recuperou o acesso à divisão de elite estadual e agora mira a consolidação de sua agenda esportiva.
O bom momento vem referendado por números expressivos dentro das quatro linhas. O time acumula 23 jogos de invencibilidade em 2026, somando 16 vitórias e sete igualdades. O índice estabelece a maior série invicta do futebol nacional no ano e supera o recorde histórico anterior da própria instituição, registrado em 1994, quando a equipe permaneceu 21 partidas sem ser batida.
— O balanço é que, na verdade, a gente não imaginava chegar no dia de hoje com recorde histórico, esportivo, com nível organizacional que o clube se encontra hoje, muito perto de ter um calendário nacional novamente — destaca Rodrigo Possebon.
Impacto direto na montagem do elenco
Para a comissão técnica, a garantia de compromissos nacionais funciona como pilar indispensável para os próximos passos institucionais. O comandante da equipe reforçou a importância estratégica dessa conquista esportiva.
— A gente está conseguindo atingir os objetivos com esses processos. Não veio o título, mas veio o acesso, que era primordial. Agora está atingindo outro objetivo, que é ir para a final e alcançar esse calendário nacional. Para os outros clubes, isso não é nada. Para o Paraná, isso é vital — disse o técnico Tcheco.
— Para onde o Paraná se encontrava, é vital para manter um calendário para o clube, para manter viva por mais três meses a Vila Capanema, alimentar o planejamento para uma contratação, para poder convencer os jogadores a vir também, para alimentar uma equipe mais forte no estadual e para conseguir outro objetivo, que é a vaga para a Série D — prosseguiu o treinador.
A direção tricolor já iniciou a prospecção e as conversas para reforçar o grupo visando o Campeonato Paranaense, considerando que a confirmação de uma vaga estendida aumenta o poder de atração no mercado da bola.
— Quando a gente conversa com alguns atletas, a primeira coisa que eles tocam é sobre a torcida. A segunda questão é o calendário. Então, isso passa por um convencimento mais fácil, vamos dizer assim. Você tendo esse primeiro semestre recheado, é muito mais fácil para você poder convencer esses jogadores também — explicou Possebon.
O classificado do embate em Curitiba enfrentará na final o vencedor da outra semifinal, disputada entre Paranavaí e Athletico.




