O Bahia voltou a apresentar sua principal fraqueza na temporada ao ser derrotado por 3 a 2 pelo Cruzeiro, em confronto direto válido pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Sob o comando de Rogério Ceni, o Tricolor novamente pecou no comportamento em partidas decisivas, acumulando mais um resultado negativo contra um adversário da parte superior da tabela.
Baixo aproveitamento contra o G-6 e histórico de tropeços
A estatística recente comprova a dificuldade do clube baiano diante dos principais concorrentes da competição. Atualmente, a equipe soma apenas cinco pontos em 30 possíveis contra os times que integram o G-6, o que representa um aproveitamento de apenas 16,6%. O histórico negativo também inclui eliminações em mata-matas para O’Higgins e Remo no início do ano, além de tropeços passados em disputas diretas por vagas continentais.
“Estamos sempre tentando trabalhar, fazer o melhor para o Bahia, mas algumas equipes ainda estão em um nível acima do nosso. A gente tenta tirar isso com competitividade e luta, mas algumas vezes não conseguimos superar adversários que talvez estejam mais prontos que a gente. Vamos sempre brigar para deixar o Bahia no nível mais alto, mas está faltando um pouco ainda para a gente se colocar entre os quatro primeiros colocados”, reconheceu Rogério Ceni na entrevista coletiva.
Mudanças táticas e o impacto em campo
Para o duelo no Mineirão, Ceni promoveu a entrada de Everton Ribeiro como titular pela primeira vez no segundo semestre, sacando Erick Pulga da equipe inicial. A formação inicial contou com Ronaldo; Marcos Victor, David Duarte, Kanu e Luciano Juba; Acevedo, Erick, Rodrigo Nestor e Everton Ribeiro; Kike Olivera e Alejo Veliz.
Com a bola, Everton Ribeiro atuou centralizado entre os setores adversários, enquanto Kike Olivera ocupou o lado direito e a profundidade esquerda foi revezada por Rodrigo Nestor e Luciano Juba. Ofensivamente, contudo, a estratégia gerou poucos frutos na etapa inicial, resultando em apenas três finalizações, embora o Tricolor tenha aberto o placar com um golaço de Kike Olivera em jogada individual sem ângulo.
Defesa exposta e reação tardia
Sem a posse, o time abriu mão da pressão alta em favor de blocos baixos, estratégia que acabou convidando o Cruzeiro a pressionar no campo de defesa baiano. Os mandantes dominaram as ações e empataram ainda no primeiro tempo com Kaio Jorge, após oportunidades desperdiçadas pelo adversário.
No segundo tempo, com o retorno ao esquema anterior através da entrada de Erick Pulga, o Bahia aumentou o volume ofensivo e dobrou o número de finalizações, mas ficou vulnerável aos contra-ataques. O Cruzeiro aproveitou os espaços para virar o jogo, ampliar com um lance de destaque de Kaio Jorge sobre Marcos Victor e decretar o 3 a 1. O Tricolor ainda foi para o tudo ou nada, balançou as redes com Alejo Veliz de cabeça, mas não evitou o revés fora de casa.
Com o resultado, o time estaciona nos 53 pontos e ocupa a sexta colocação na tabela. Aproveitando a pausa para a Data Fifa, a equipe terá um período de 12 dias de treinamentos em Salvador sob o comando da comissão técnica antes de retornar aos gramados no dia 18 de novembro, quando enfrentará o Grêmio em Porto Alegre.




