O candidato à reeleição e presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou a movimentação popular vista na reta final da disputa como um fenômeno sem precedentes na história política do país. A declaração foi feita neste domingo (25), logo após o chefe do Executivo registrar seu voto em uma escola localizada no município de São Bernardo do Campo (SP), considerado seu principal reduto político.
Surpresa com a participação popular
Acompanhado pela primeira-dama Janja Lula da Silva, pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelos ex-ministros Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet, o candidato destacou a intensidade do apoio recebido nas últimas semanas. “O que estou vendo essa semana eu nunca tinha visto”, afirmou Lula a jornalistas. Em outro momento, classificou a campanha de segundo turno como “algo quase que inexplicável” e voltou a agradecer o apoio recebido nas últimas semanas.
O titular do Planalto também enfatizou o sentimento de gratidão em relação aos eleitores que participaram dos atos públicos recentemente. “O que o povo fez comigo nesses dias é uma coisa que não tem como pagar, é muita generosidade, é muito carinho, é muito amor e eu serei eternamente grato ao comportamento do povo”, declarou.
Busca pelo quarto mandato
Disputando mais um período à frente do Palácio do Planalto, o político avaliou a experiência de participar de mais uma corrida presidencial. “É muito gratificante estar concorrendo às eleições e concorrer ao 4º mandato”, afirmou o presidente, que busca um quarto mandato não consecutivo. Segundo Lula, sua decisão de disputar novamente a Presidência ocorreu “por causa do povo brasileiro”.
Críticas ao adversário
Durante a conversa com a imprensa, o candidato do PT elevou o tom contra seu principal oponente na disputa, o senador Flávio Bolsonaro (PL). O atual chefe do Executivo expressou confiança no resultado das urnas e rejeitou a possibilidade de vitória do concorrente. “Temos que fazer uma opção se a gente quer um Brasil que distribua milhões de livros didáticos nas escolas ou se a gente quer um Brasil que distribua a possibilidade de comprar um milhão de armas”, declarou.
O petista intensificou as críticas ao afirmar que está concorrendo “com um cidadão chamado mentira” e argumentou que o adversário “não é capaz de dizer uma verdade em momento algum”. Além disso, o líder político enfatizou a importância da preservação democrática ao defender o respeito incondicional ao resultado das urnas e condenar os atos de violência política registrados ao longo do período eleitoral.



