sexta-feira, 6 de novembro de 2026
Economia

Lula articula ajuste fiscal e Congresso sob pressão do mercado

Reunião ministerial debate contas públicas enquanto o Planalto costura apoios estratégicos para as presidências da Câmara e do Senado.

Lula negocia ajuste fiscal e apoio político em meio à pressão do mercado

Os primeiros dias após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva foram definidos por forte cobrança do setor financeiro em torno de um plano de ajuste fiscal, avanços na pauta de segurança pública e a largada na corrida pela mesa diretora do Congresso para o biênio de 2027.

Reunião ministerial debate as contas públicas

Com a dívida bruta caminhando para a faixa de 83% do Produto Interno Bruto (PIB), o presidente convocou um encontro estratégico com nomes da equipe econômica e ex-colaboradores para debater caminhos. A mesa de diálogo contou com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, seu antecessor Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, buscando alinhar soluções que conciliem o equilíbrio das contas com os compromissos sociais assumidos na campanha.

Avanço na segurança e articulações no legislativo

No âmbito parlamentar, o governo celebrou a aprovação unânime da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Senado. A medida amplia a cooperação entre as polícias e reforça o combate ao crime organizado, dando maior fôlego à articulação conduzida por Davi Alcolumbre, que trabalha pela manutenção de seu posto na presidência da Casa. Paralelamente, a disputa pelo comando do Legislativo ganha tração com a movimentação de Hugo Motta na Câmara, buscando a recondução amparado por uma coalizão governista, enquanto a oposição aposta nos nomes de Rogério Marinho e Tereza Cristina para o Senado.

Cenário internacional e relações comerciais

Fora do país, o resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos mexeu com o tabuleiro diplomático. A perda de controle das duas casas legislativas por parte do Partido Republicano de Donald Trump abre espaço para maior resistência institucional e abre novas perspectivas para discussões sobre tarifas protecionistas e acordos bilaterais com o governo brasileiro.

Esses desdobramentos econômicos, a dinâmica das alianças partidárias e a repercussão internacional moldam o cenário político nacional, exigindo capacidade de diálogo da gestão federal para avançar com sua agenda de reformas nos próximos anos.

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