sexta-feira, 6 de novembro de 2026
Economia

Ações da Vivara (VIVA3) fecham em baixa na bolsa após balanço do terceiro trimestre

Rede de joalherias registrou recuo de 38,7% no lucro líquido e margem bruta pressionada no período

Ação da Vivara (VIVA3) fecha em queda após 3º trimestre, mas longe das mínimas do dia

Os papéis do grupo Vivara (VIVA3) conseguiram reduzir parte das perdas acumuladas ao longo da sessão, mas encerraram o pregão desta sexta-feira em território negativo. O movimento ocorreu logo após a divulgação do balanço financeiro referente ao terceiro trimestre da companhia de joias.

Desempenho no pregão e queda na bolsa

No início das negociações, por volta das 10h30, os ativos registraram uma desvalorização expressiva de 8,25%, sendo cotados a R$ 16,68 e alcançando patamares vistos em março de 2025. Nesse horário, o papel figurava como o pior resultado do Ibovespa, que operava em alta de 0,3%. No entanto, com a recuperação no decorrer do dia, a queda oficial no encerramento do mercado foi mais branda, de 1,49%, com os papéis negociados a R$ 17,91.

Balanço financeiro e principais indicadores

Um dia antes da oscilação na bolsa, a rede de varejo reportou um lucro líquido de R$ 114,8 milhões nos três meses encerrados, o que representa um recuo de 38,7% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. O Ebitda ajustado ficou em R$ 132,7 milhões, uma retração de 22,4% na mesma base de comparação, já expurgados os créditos do exercício passado.

Por outro lado, a receita operacional líquida avançou 4,3%, atingindo R$ 692,9 milhões. As vendas nas mesmas lojas cresceram 4,4%, embora esse ritmo mostre uma desaceleração considerável frente aos 10,7% registrados um ano antes. Já a margem bruta reportada fechou em 65,0%, abaixo dos 71,3% do terceiro trimestre de 2025, impactada por lançamentos recentes e por uma base de comparação mais exigente.

Análise de mercado e projeções

Especialistas da XP apontaram que o grupo apresentou um balanço fraco. Segundo a equipe, o Ebitda sofreu pressões devido ao repasse moderado de preços, reflexo da queda nas cotações do ouro, o que acabou prejudicando a receita da divisão de joias.

‘Embora a empresa considere a pressão sobre as margens como temporária, acreditamos que a dinâmica de preços e margens no quarto trimestre será o ponto-chave a ser monitorado, com a administração observando que implementou aumentos de preços nos últimos meses e que pratica uma política de preços dinâmica’, destacaram Pedro Caravina e equipe.

Por sua vez, analistas do Itaú BBA apontaram a desaceleração das vendas nas mesmas lojas como um fator negativo, sinalizando que a marca perdeu terreno em termos de competitividade ao longo do trimestre.

‘Olhando para o futuro, estamos preocupados com o desempenho da Life e da Vivara em um cenário de consumo potencialmente mais conservador em 2027, e nos perguntamos se a desvalorização do real poderia tornar a Vivara um pouco mais competitiva’, avaliaram.

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