Os papéis do grupo Vivara (VIVA3) conseguiram reduzir parte das perdas acumuladas ao longo da sessão, mas encerraram o pregão desta sexta-feira em território negativo. O movimento ocorreu logo após a divulgação do balanço financeiro referente ao terceiro trimestre da companhia de joias.
Desempenho no pregão e queda na bolsa
No início das negociações, por volta das 10h30, os ativos registraram uma desvalorização expressiva de 8,25%, sendo cotados a R$ 16,68 e alcançando patamares vistos em março de 2025. Nesse horário, o papel figurava como o pior resultado do Ibovespa, que operava em alta de 0,3%. No entanto, com a recuperação no decorrer do dia, a queda oficial no encerramento do mercado foi mais branda, de 1,49%, com os papéis negociados a R$ 17,91.
Balanço financeiro e principais indicadores
Um dia antes da oscilação na bolsa, a rede de varejo reportou um lucro líquido de R$ 114,8 milhões nos três meses encerrados, o que representa um recuo de 38,7% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. O Ebitda ajustado ficou em R$ 132,7 milhões, uma retração de 22,4% na mesma base de comparação, já expurgados os créditos do exercício passado.
Por outro lado, a receita operacional líquida avançou 4,3%, atingindo R$ 692,9 milhões. As vendas nas mesmas lojas cresceram 4,4%, embora esse ritmo mostre uma desaceleração considerável frente aos 10,7% registrados um ano antes. Já a margem bruta reportada fechou em 65,0%, abaixo dos 71,3% do terceiro trimestre de 2025, impactada por lançamentos recentes e por uma base de comparação mais exigente.
Análise de mercado e projeções
Especialistas da XP apontaram que o grupo apresentou um balanço fraco. Segundo a equipe, o Ebitda sofreu pressões devido ao repasse moderado de preços, reflexo da queda nas cotações do ouro, o que acabou prejudicando a receita da divisão de joias.
‘Embora a empresa considere a pressão sobre as margens como temporária, acreditamos que a dinâmica de preços e margens no quarto trimestre será o ponto-chave a ser monitorado, com a administração observando que implementou aumentos de preços nos últimos meses e que pratica uma política de preços dinâmica’, destacaram Pedro Caravina e equipe.
Por sua vez, analistas do Itaú BBA apontaram a desaceleração das vendas nas mesmas lojas como um fator negativo, sinalizando que a marca perdeu terreno em termos de competitividade ao longo do trimestre.
‘Olhando para o futuro, estamos preocupados com o desempenho da Life e da Vivara em um cenário de consumo potencialmente mais conservador em 2027, e nos perguntamos se a desvalorização do real poderia tornar a Vivara um pouco mais competitiva’, avaliaram.




