domingo, 1 de novembro de 2026
Brasil

Donald Trump descarta encontro com Flávio Bolsonaro nos EUA

Secretário de Estado americano negou que o governo tenha facilitado a entrada do senador brasileiro no país

Trump diz não ter plano de reunião, mas diz que Flávio pode ficar nos EUA pelo tempo que quiser

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado, 31, que não existe nenhum agendamento para um encontro com o senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na última disputa presidencial. Durante o evento de Halloween em seu clube privado Mar-a-Lago, na Flórida, o republicano acrescentou que o político “pode ficar aqui pelo tempo que quiser”.

Declarações em festa na Flórida

Conversando com jornalistas na festa anual do clube, o líder norte-americano criticou o processo eleitoral brasileiro e comentou sobre a situação do parlamentar. “Não tenho planos de me reunir com ele, mas ele foi tratado de forma mesquinha”, afirmou o republicano, reforçando em seguida: “A eleição foi uma desgraça, na minha opinião. Ele pode ficar aqui pelo tempo que quiser.”

Esclarecimentos da diplomacia americana

Horas antes das declarações do presidente, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, rejeitou os rumores de que Washington teria auxiliado na saída de Flávio do Brasil. Segundo o chefe da diplomacia norte-americana, o senador já possuía um visto válido e a ordem para permitir o ingresso partiu diretamente de Donald Trump.

Autorização temporária de permanência

Marco Rubio explicou que o presidente americano determinou previamente um procedimento específico para a chegada do político ao território norte-americano. Ficou estabelecido que, caso o senador se apresentasse na alfândega, ele “receberia um ‘parole’ autorização temporária por razões humanitárias” para garantir sua estadia no país.

A repercussão em torno da presença do candidato derrotado brasileiro em solo americano continua gerando debates diplomáticos, enquanto o governo dos Estados Unidos reforça que a decisão de acolhimento partiu do próprio chefe de Estado.

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