O Sistema Cantareira encerrou o mês de outubro registrando um acréscimo importante em sua reserva hídrica, embora o manancial ainda permaneça enquadrado na zona de alerta. Na última sexta-feira, dia 30, o conjunto de represas operava com 50,69% da sua capacidade útil, apresentando um avanço expressivo em comparação aos 41,10% contabilizados no fechamento de setembro — uma variação positiva de quase dez pontos porcentuais.
Manancial continua na faixa de atenção
Apesar do avanço no volume armazenado, a principal fonte de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo continuará integrada à chamada “Faixa 2 – Atenção” ao longo do mês de novembro. A determinação foi oficializada por meio de um informe compartilhado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas).
Regras e limites de captação
O enquadramento obedece rigorosamente aos parâmetros estipulados pela Resolução Conjunta nº 925/2017, que categoriza as fases operacionais com base no percentual de armazenamento. Com o volume útil oscilando na faixa de 40% a 60%, a Sabesp terá autorização para retirar até 31 mil litros de água por segundo durante todo o mês de novembro. O teto estabelecido é um pouco menor do que a vazão permitida em cenários de normalidade, cujo limite atinge 33 mil litros por segundo.
Perspectivas de segurança hídrica
Em nota oficial, os órgãos reguladores pontuaram que o incremento no armazenamento favorece o panorama de segurança hídrica na região. Contudo, as instituições enfatizam que a melhora dos índices não afasta a urgência de ações contínuas voltadas à conservação dos recursos hídricos.
Entre as diretrizes sugeridas estão a diminuição de vazamentos na rede de distribuição, a otimização no aproveitamento do recurso pelas companhias de saneamento e o estímulo a práticas de consumo consciente por parte dos cidadãos e demais consumidores vinculados às bacias hidrográficas beneficiadas.
Além de garantir água para cerca de metade da população da Região Metropolitana de São Paulo, o Cantareira também supre cidades localizadas nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, a exemplo de Campinas. Desse modo, o comportamento dos reservatórios exerce influência direta sobre uma faixa populacional bastante ampla que ultrapassa os limites da capital e sua periferia.




