segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Brasil

Eleições 2026: entenda o contraste entre pesquisas e urnas no segundo turno

Candidato do PT reverteu vantagem adversária e garantiu a vitória após expressivo crescimento na reta final da disputa

Pesquisas eleitorais x urnas: o que mudou no segundo turno de 2026?

Na véspera do segundo turno presidencial de 2026, quatro institutos divulgaram levantamentos que colocavam Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos votos válidos. No entanto, o desfecho oficial das urnas foi oposto, consagrando o candidato petista com 51,79% da preferência do eleitorado, enquanto o senador terminou a disputa com 48,21%.

O cenário apontado pelos levantamentos

As pesquisas publicadas no sábado por Gerp, Datafolha, Atlas/Bloomberg e BTG/Nexus mostravam um cenário de empate técnico, respeitando as margens de erro de cada estudo. Por essa razão técnica, nenhuma das empresas apontava uma superioridade estatisticamente consolidada para o representante do Partido Liberal.

Metodologias e números divulgados

A Gerp computou 52% para Flávio contra 48% de Lula, ouvindo 2.400 eleitores por telefone entre os dias 22 e 24 de outubro, sob o registro BR-09327/2026, margem de dois pontos e 95,55% de confiança. Já o Datafolha indicou 51% a 49%, com 4.050 entrevistas presenciais nos dias 23 e 24 (registro BR-09540/2026), margem de dois pontos e 95% de confiança.

Por sua vez, a Atlas/Bloomberg registrou 50,8% a 49,2%, após escutar 4.990 pessoas de 18 a 23 de outubro (registro BR-06380/2026), com margem de um ponto. O instituto BTG/Nexus fechou o grupo com 50,5% para o senador e 49,5% para o petista, com base em 2.000 ligações telefônicas realizadas em 23 e 24 de outubro (registro BR-08234/2026) e margem de 2,2 pontos.

O resultado oficial nas urnas

Com o encerramento da apuração, Lula somou 64.256.232 votos, ao passo que Flávio alcançou 59.826.041, consolidando uma diferença de 4.430.191 votos a favor do presidente. Embora a ordem numérica dos candidatos nas pesquisas da véspera não tenha se concretizado, todos os quatro levantamentos haviam enquadrado a eleição em um patamar de empate técnico.

O atual mandatário também conseguiu reverter a desvantagem que trazia desde o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, quando estava 2.224.965 votos atrás do adversário. Na etapa final, o petista ampliou sua votação em mais de dez milhões de eleitores, impulsionado pelo aumento no comparecimento às urnas e pela redução de votos brancos e nulos. Analisar a divergência entre os prognósticos e a contagem definitiva exige avaliar os métodos e prazos de cada sondagem, sem que seja possível apontar uma causa isolada para a diferença.

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