terça-feira, 27 de outubro de 2026
Brasil

Eleição de 2026: veja onde foram as disputas mais apertadas

Minas Gerais registrou a menor margem e a única inversão de liderança entre os turnos no pleito presidencial

Quais estados tiveram as disputas mais equilibradas entre Lula e Flávio?

O pleito presidencial de 2026 terminou com uma separação de 4.430.191 votos em todo o território nacional, contudo, a paridade entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentou grandes oscilações conforme a região. Entre todos os estados, Minas Gerais chamou atenção pela virada no segundo turno e pelo desfecho acirrado.

A reviravolta e o histórico em Minas Gerais

Após a apuração completa das urnas mineiras, Lula obteve 6.351.099 sufrágios, o equivalente a 50,43% dos válidos. Por sua vez, Flávio Bolsonaro alcançou 6.241.786, ou 49,57%. A separação entre ambos ficou em apenas 109.313 votos, representando 0,86 ponto percentual. Na etapa inicial, o senador havia saído vitorioso no território mineiro com uma frente de 588.612 apoios.

Nesse cenário, o petista incorporou 1.162.163 eleitores em Minas no intervalo das etapas, ao passo que o adversário avançou 464.238. Tratou-se da única unidade da Federação onde o candidato que liderava no primeiro momento não se manteve no topo em 25 de outubro. Tal desfecho manteve a tradição histórica mantida desde 1989, na qual quem ganha o Palácio do Planalto também triunfa em solo mineiro.

O cenário no Rio de Janeiro e a dinâmica nacional

Em solo fluminense, a margem foi mais ampla. Flávio contabilizou 5.169.033 apoios (53,10%) e Lula registrou 4.565.393 (46,90%), resultando em uma vantagem de 603.640 eleitores e 6,20 pontos percentuais para o representante do PL. No panorama geral do país, o placar fechou em 51,79% a 48,21% a favor do petista, uma distância de 3,58 pontos.

Critérios de avaliação das urnas

É fundamental distinguir dois indicadores estatísticos: a margem percentual, que evidencia o nível de acirramento interno do eleitorado, e a distância absoluta, que varia conforme o volume total de eleitores. Regiões muito populosas podem acumular centenas de milhares de votos de frente mesmo quando a porcentagem entre os concorrentes é parecida.

Esses dois fatores esclarecem o triunfo do atual presidente, mesmo tendo ganhado em 13 unidades da Federação, uma a menos que seu principal oponente. A contagem oficial consolida o somatório de todos os estados e do Distrito Federal, desconsiderando a quantidade exata de regiões conquistadas por cada lado.

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