Desde a redemocratização e a retomada das votações diretas para o Palácio do Planalto em 1989, nenhum postulante que ficou na segunda posição na etapa inicial conseguiu virar a disputa no segundo turno.
O retrospecto das urnas desde 1989
Na primeira eleição do período, em 1989, Fernando Collor ficou na liderança da fase inaugural e acabou superando Luiz Inácio Lula da Silva na rodada definitiva. Esse mesmo comportamento do eleitorado foi registrado repetidas vezes ao longo das décadas seguintes.
O próprio Lula repetiu a façanha ao vencer os pleitos de 2002 e 2006. A sucessão continuou com Dilma Rousseff, vitoriosa em 2010 e 2014, e com Jair Bolsonaro, que conquistou o cargo máximo do Executivo em 2018 após também liderar a etapa inicial.
A disputa acirrada de 2022
O cenário mais recente ocorreu em 2022, quando Lula novamente encerrou a primeira votação na ponta e garantiu o triunfo na fase seguinte, muito embora tenha registrado uma margem estreita contra Jair Bolsonaro na contagem definitiva.
A dinâmica jurídica da etapa final
Apesar dessa forte tendência estatística, especialistas lembram que o histórico não cria qualquer regra jurídica nem garante o resultado da etapa decisiva. Trata-se de uma disputa independente, na qual os votos são novamente contabilizados do zero.
Para o pleito de 2026, a configuração inicial mostrou Flávio Bolsonaro na liderança com 47,03%, seguido por Lula, que alcançou 45,16% dos votos válidos, deixando a definição oficial marcada para o dia 25 de outubro.



