segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Brasil

Lula defende redução da maioridade penal para crimes hediondos

Pesquisa Datafolha revelou alto índice de aprovação da mudança entre eleitores de diferentes correntes políticas no país

Lula é a favor de reduzir a maioridade penal? Veja o que disse na campanha

Durante a corrida eleitoral para o segundo turno de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou apoio à diminuição da idade de responsabilização criminal para 16 anos, mas restrita a ocorrências de crimes hediondos. A manifestação ocorreu no contexto das discussões sobre segurança pública e do acirramento da disputa contra Flávio Bolsonaro (PL), sem abranger uma revisão ampla para todas as infrações.

Legislação atual e o sistema de responsabilização

Pela normativa brasileira vigente, indivíduos com menos de 18 anos são considerados inimputáveis perante o código penal comum. Jovens que praticam atos análogos a crimes respondem perante um regramento próprio, o Estatuto da Criança e do Adolescente, o que afasta o encarceramento no sistema prisional tradicional. Qualquer modificação nesses limites exige profundas discussões no âmbito constitucional e votações no Poder Legislativo.

O panorama apontado por levantamentos de opinião

O assunto ganhou espaço também em levantamentos estatísticos divulgados no período eleitoral. Conforme os dados apontados pelo Datafolha, o respaldo à medida alcançou 89% entre os eleitores de Flávio Bolsonaro e 70 entre os apoiadores de Lula, demonstrando adesão expressiva na sociedade, ainda que com variações de intensidade entre os grupos políticos.

Contexto das propostas para o novo mandato

Apesar do percentual de apoio popular registrado nas urnas e nas pesquisas, especialistas lembram que a opinião pública não equivale a um texto legislativo pronto. A efetividade de uma medida desse porte depende diretamente de deliberações parlamentares sobre quais condutas seriam englobadas e como funcionaria o sistema.

A discussão sobre a idade penal faz parte de um conjunto mais amplo de diretrizes governamentais para o setor, que engloba debates sobre a criação de um ministério específico para a segurança pública e novas formas de articulação federativa. Enquanto o Congresso Nacional não aprovar alterações formais, a menoridade penal continua fixada em 18 anos, separando as promessas de palanque das normas vigentes.

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