O senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou nesta segunda-feira (26) ter recebido intimação da Polícia Federal (PF) para entregar seus documentos de viagem, ficando impedido de deixar o território nacional.
Abordagem na saída de residência
De acordo com o relato do parlamentar, a ação ocorreu em via pública no momento em que ele deixava a casa de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Por fim, hoje de manhã fui visitar o meu pai. Como sabem, ele está em prisão domiciliar. E quando estava a sair, a Polícia Federal de Lula estava à porta da casa dele e, em plena rua, fui intimado a entregar os meus passaportes e estou também proibido de sair do país
Ordem judicial e reação
Em gravação divulgada em suas redes sociais, o senador atribuiu a medida ao ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, a determinação teve como base uma declaração atribuída ao seu irmão, Eduardo Bolsonaro, sugerindo que ele deixasse o país caso o resultado das urnas fosse desfavorável.
Eu nunca disse isso. Isto é motivo para me tirarem o passaporte? Isto é justiça? E mais: esta decisão foi tomada no domingo à noite, logo após o anúncio dos resultados da eleição. Pensem comigo: se eu tivesse ganho as eleições, aconteceria a mesma coisa?
Promessa de contestação jurídica
O político afirmou que cumprirá a determinação de entregar os documentos, mas criticou duramente o processo eleitoral e prometeu acionar a justiça contra os adversários.
O que ele fez foi um abuso de poder político e econômico sem precedentes, um desequilíbrio absoluto na disputa eleitoral. Tudo isto, sem falar no complexo industrial de notícias falsas que criaram, com a difusão ilegal e em massa de mentiras para aterrorizar a população brasileira. Por isso, vou pedir, sim, a cassação da chapa de Lula por todos os abusos que cometeu.
Apesar de ainda não ter reconhecido formalmente o resultado das urnas, o senador agradeceu aos eleitores e declarou assumir a liderança da oposição no cenário político nacional, posicionando-se como o principal opositor ao atual governo.



