quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Brasil

Lula reúne Haddad e equipe econômica para definir novas medidas

Encontro no Planalto busca transmitir segurança ao mercado e sinalizar compromisso fiscal antes de anúncio oficial previsto para domingo.

Lula chama Durigan e Haddad ao Planalto para debater futuras medidas econômicas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou, na manhã desta quinta-feira (5), uma reunião estratégica no Palácio do Planalto com o ministro da Fazenda, Dário Durigan, e o ex-ministro Fernando Haddad. O objetivo central do encontro, que conta com a presença de economistas, é estruturar novas medidas econômicas que serão adotadas pelo governo nos próximos meses.

Foco na estabilidade e compromisso fiscal

A articulação visa definir estratégias capazes de acalmar o mercado financeiro e reforçar a imagem de responsabilidade do governo federal com o controle das contas públicas. Existe uma forte expectativa de que o pacote de ações seja detalhado à população em um pronunciamento oficial em rede nacional, agendado para o próximo domingo (8).

Alinhamento ministerial e próximos passos

A equipe da Fazenda preparou diversas propostas que serão submetidas à análise de Lula. A presença de Fernando Haddad no debate justifica-se tanto pelo histórico recente à frente do Ministério da Fazenda quanto pela proximidade política com o presidente. Além dos citados, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, e o presidente do BNDES, Aloízio Mercadante, também participam das discussões.

Cronograma de implementação

A definição dessas políticas ocorre antes de uma série de viagens internacionais do presidente. Aos jornalistas, Durigan afirmou que as medidas devem ser implementadas ainda neste ano após o retorno de Lula da Turquia e das Filipinas. O petista segue para o primeiro país para a participar da COP31, enquanto no segundo ele participará da cúpula de países do Sudeste Asiático.

O governo busca, com essa rodada de conversas, antecipar sinalizações de longo prazo, garantindo que o planejamento econômico esteja consolidado antes da agenda diplomática de Lula no exterior.

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