sábado, 7 de novembro de 2026
Economia

Ações de varejistas divergem na B3 após balanços do terceiro trimestre

Enquanto papéis de Renner, Assaí e Grendene fecharam em alta, ativos da Vivara recuaram pressionados por margens e custos

Assaí, Renner e Grendene sobem após resultados, enquanto Vivara tem queda

Os papéis de empresas do setor de varejo que divulgaram seus balanços financeiros apresentaram trajetórias bem diferentes na bolsa brasileira. Enquanto Lojas Renner, Assaí e Grendene registraram valorizações expressivas no pregão, a Vivara operou na ponta negativa, refletindo a cautela dos investidores em relação aos seus números recentes.

Desempenho positivo para Renner, Assaí e Grendene

As ações da Lojas Renner avançaram 4,20%, cotadas a R$ 9,93, ao passo que o Assaí teve alta de 4,26%, fechando a R$ 8,81. A Grendene também acompanhou o movimento de recuperação e ganhou 4,85%, negociada a R$ 3,89. O movimento ocorreu mesmo diante de avaliações mistas por parte de instituições financeiras sobre a operação dessas companhias no período.

Análise dos balanços do setor varejista

No caso da Lojas Renner, analistas apontaram um cenário desafiador com vendas mesmas lojas pressionadas pelo ambiente macroeconômico e pela concorrência. Por outro lado, a companhia demonstrou controle de despesas e sólida geração de caixa. Já no segmento de atacarejo, o Assaí reportou números operacionais considerados alinhados às expectativas, com melhora no fluxo de clientes observada logo no início do trimestre seguinte.

Pressão sobre os papéis da Vivara

Na contramão das concorrentes, os ativos da Vivara recuaram 1,49%, encerrando a R$ 17,91, após chegarem a se distanciar das mínimas registradas mais cedo na sessão. O balanço da rede de joalherias foi penalizado pela desaceleração na divisão principal e pela queda nas margens, impulsionada por custos operacionais maiores e variações no preço do ouro.

Por fim, a Grendene divulgou um lucro líquido ajustado de R$ 150,984 milhões no terceiro trimestre, representando uma retração de 18,2% na comparação anual. A receita líquida da fabricante de calçados somou R$ 742,131 milhões, enquanto o Ebitda ajustado atingiu R$ 133,692 mil.

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