quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Brasil

Governo Trump negocia pacto para presença militar na Venezuela

Discussões focam na criação de um respaldo jurídico para atividades conjuntas entre os exércitos dos dois países.

Trump negocia acordo para manter militares americanos na Venezuela, diz jornal

O governo de Donald Trump está em negociações avançadas com a administração venezuelana para viabilizar um acordo que permita a presença de forças militares americanas no país sul-americano a longo prazo. As tratativas são conduzidas pelo Departamento de Estado, sob o comando de Marco Rubio, e visam estabelecer um arcabouço jurídico para a atuação de tropas dos Estados Unidos em território venezuelano.

O papel do acordo SOFA nas negociações

O instrumento jurídico em debate é tecnicamente conhecido como SOFA (Status of Forces Agreement), um modelo padrão utilizado pelos americanos para definir as condições de permanência de seus militares em nações estrangeiras. É importante ressaltar que o diálogo atual não estabelece, de forma imediata, o efetivo de soldados ou as regiões onde seriam instalados, questões que dependeriam de rodadas futuras de negociação.

Em resposta à reportagem, o Departamento de Estado informou que Washington mantém acordos desse tipo com mais de cem países. Esses instrumentos dão respaldo a atividades combinadas entre governos, como exercícios militares, treinamento e assistência humanitária.

Mudança no cenário geopolítico

Essa aproximação diplomática ocorre após uma reviravolta política sem precedentes. Após a captura de Nicolás Maduro em janeiro por uma operação militar, Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina, iniciando um período de degelo com a Casa Branca. O restabelecimento das relações diplomáticas ocorreu em março, acompanhado pela retirada de sanções contra Rodríguez e o Banco Central da Venezuela, além de novos acordos no setor petrolífero.

Limites do pacto militar

Embora as conversas representem um avanço significativo na cooperação bilateral, o cenário ainda está em fase estrutural. Até o momento, as informações disponíveis não permitem afirmar que já exista um acordo concluído para instalar bases ou manter um contingente permanente de forma imediata. A embaixada venezuelana em Washington não respondeu ao pedido de comentário.

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