O governo de Donald Trump está em negociações avançadas com a administração venezuelana para viabilizar um acordo que permita a presença de forças militares americanas no país sul-americano a longo prazo. As tratativas são conduzidas pelo Departamento de Estado, sob o comando de Marco Rubio, e visam estabelecer um arcabouço jurídico para a atuação de tropas dos Estados Unidos em território venezuelano.
O papel do acordo SOFA nas negociações
O instrumento jurídico em debate é tecnicamente conhecido como SOFA (Status of Forces Agreement), um modelo padrão utilizado pelos americanos para definir as condições de permanência de seus militares em nações estrangeiras. É importante ressaltar que o diálogo atual não estabelece, de forma imediata, o efetivo de soldados ou as regiões onde seriam instalados, questões que dependeriam de rodadas futuras de negociação.
Em resposta à reportagem, o Departamento de Estado informou que Washington mantém acordos desse tipo com mais de cem países. Esses instrumentos dão respaldo a atividades combinadas entre governos, como exercícios militares, treinamento e assistência humanitária.
Mudança no cenário geopolítico
Essa aproximação diplomática ocorre após uma reviravolta política sem precedentes. Após a captura de Nicolás Maduro em janeiro por uma operação militar, Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina, iniciando um período de degelo com a Casa Branca. O restabelecimento das relações diplomáticas ocorreu em março, acompanhado pela retirada de sanções contra Rodríguez e o Banco Central da Venezuela, além de novos acordos no setor petrolífero.
Limites do pacto militar
Embora as conversas representem um avanço significativo na cooperação bilateral, o cenário ainda está em fase estrutural. Até o momento, as informações disponíveis não permitem afirmar que já exista um acordo concluído para instalar bases ou manter um contingente permanente de forma imediata. A embaixada venezuelana em Washington não respondeu ao pedido de comentário.




