Nesta terça-feira, 3, a Groenlândia deu aval ao pacto estratégico firmado com a Dinamarca e os Estados Unidos. A medida visa intensificar a vigilância e a proteção militar no Ártico e no Atlântico Norte, encerrando um período de intensa pressão exercida pelo presidente dos EUA, Donald Trump, interessado em dominar o território pertencente a um aliado da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Ampliação da presença militar e autonomia
O acerto trilateral pavimenta o caminho para a instalação de novas bases norte-americanas na região ártica, ao mesmo tempo em que abranda o clima de atrito gerado pelas sucessivas investidas de Trump para anexar a enorme ilha ártica ao território norte-americano. A meta central é expandir o contingente e a influência dos EUA no local, preservando a autonomia do território sob a tutela dinamarquesa.
Validade em caso de separação
Mesmo se a Groenlândia decidir buscar a sua emancipação política no futuro, o tratado continuará em plena vigência. Durante a votação no parlamento local, os deputados aprovaram a medida por 16 votos favoráveis e nenhuma posição contrária, além de registrar sete abstenções.
Histórico das assinaturas e próximos passos
Em setembro, o presidente Donald Trump, a premiê dinamarquesa Mette Frederiksen e o primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, firmaram o documento durante um encontro paralelo à Assembleia Geral da ONU, realizada em Nova York.
Agora, o parlamento da Dinamarca deve iniciar as discussões sobre o texto ao longo deste mês. O acordo “entrará em vigor” assim que os “processos parlamentares necessários do Reino da Dinamarca, em conjunto com a Groenlândia, forem concluídos”.




