Os contratos futuros de petróleo registraram uma desvalorização superior a 7% nesta segunda-feira. O movimento de baixa foi motivado por tratativas entre representantes iranianos e autoridades do Catar, o que renovou as expectativas de uma solução para o conflito e de uma possível normalização no escoamento de energia na região do Oriente Médio.
Impacto nos preços e cotações atuais
Por volta das 15h05, no horário de Brasília, o petróleo tipo Brent apresentava queda de US$ 9,25, o equivalente a 8,15%, sendo negociado a US$ 104,18 o barril. No mesmo sentido, a referência norte-americana West Texas Intermediate (WTI) marcou retração de US$ 8,08, ou 7,76%, comercializada a US$ 96,04.
Diálogo diplomático e avanço das conversas
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que o líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, havia concedido ao governo certas atribuições para as negociações de paz. Pezeshkian acrescentou que Teerã “tentará resolver o problema por meio do diálogo”, sem dar mais detalhes, segundo a mídia estatal. Um rascunho de proposta está em circulação e novas reuniões podem acontecer, conforme relatado por fontes ligadas ao processo de mediação com o Catar.
Visão dos analistas de mercado
Especialistas mantêm cautela diante do cenário volátil. “O mercado de petróleo ainda está reagindo com extrema sensibilidade a cada notícia que vem do Oriente Médio”, disse o analista do UBS, Giovanni Staunovo. “Embora os temores de uma escalada iminente tenham empurrado os preços para cima na semana passada, eles caíram acentuadamente no início desta semana, à medida que as negociações diplomáticas entre os EUA e o Irã continuam”, acrescentou.
Por sua vez, o analista Pavel Molchanov, da Raymond James, pontuou que o ceticismo é justificado após várias “falsas esperanças” observadas nos últimos meses. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou que o objetivo dos encontros era dar continuidade às consultas com os mediadores cataris, reforçando que o país está preparado tanto para “a defesa quanto para a diplomacia”. Enquanto o mercado reage às conversas, instituições como o Goldman Sachs alertam que os riscos de abastecimento persistem e mantêm projeções elevadas para os próximos anos, impulsionadas pelo impacto acumulado da guerra sobre os estoques globais.




