O governo de Donald Trump utilizou as redes sociais no último sábado (31) para celebrar o Halloween com publicações de teor agressivo. Os materiais audiovisuais destacam a detenção de migrantes em situação irregular e mostram a atuação do Exército norte-americano contra estrangeiros classificados como inimigos.
Publicações polêmicas de órgãos oficiais
A agência de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE), responsável por comandar uma forte campanha de deportações em massa, compartilhou na plataforma X um registro de um minuto embalado pelo clássico sucesso “Thriller”, de Michael Jackson.
A produção audiovisual inicia com referências a longas-metragens de terror antes de exibir registros de prisões e estrangeiros sob custódia. O conteúdo é acompanhado por legendas explicativas, a exemplo da frase “este sujeito era procurado por homicídio”.
Envolvimento do Departamento de Defesa
Por sua vez, o Departamento de Defesa utilizou a mesma rede social para divulgar uma gravação curta em preto e branco. A publicação exibe disparos de mísseis e militares em operação, intercalados com discursos do presidente prometendo eliminar traficantes de drogas.
O material conta com a seguinte mensagem oficial: “À espreita dos inimigos dos Estados Unidos”. Além disso, o vídeo resgata trechos em que o secretário de Defesa Pete Hegseth faz o juramento de matar qualquer pessoa que tire a vida de cidadãos americanos.
Atuação do FBI nas redes
A Agência Federal de Investigação (FBI) também aderiu às comemorações com uma animação protagonizada por uma caricatura de seu diretor, Kash Patel. A peça reconstrói a letra da música “Thriller” para enfatizar dados estatísticos sobre a suposta redução da criminalidade no país.
Especialistas apontam que a Casa Branca e o próprio chefe de Estado costumam adotar posturas provocativas na internet com o objetivo de provocar reações de opositores. Contudo, produções voltadas a estigmatizar estrangeiros sem documentação regular sofrem constantes críticas de entidades sociais, que classificam os conteúdos como racistas e degradantes.




