Os ministros das Relações Exteriores do G20 finalizaram neste sábado, 31, dois dias de debates em Atlanta, nos Estados Unidos, sem conseguir firmar um entendimento sobre temas cruciais de segurança global. O encontro foi marcado por impasses em relação à guerra entre Rússia e Ucrânia, ao conflito envolvendo o Irã e às taxas alfandegárias impostas pelos Estados Unidos. Em vez de uma nota conjunta, a presidência do bloco publicou apenas um comunicado próprio, omitindo qualquer menção a pactos firmados.
Tensões diplomáticas e boicote à foto oficial
O clima de racha ficou escancarado com o cancelamento da clássica foto oficial dos ministros. A decisão ocorreu depois que delegações europeias sinalizaram um boicote ao registro por causa da participação do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov. Outro ponto de atrito foi a ausência da África do Sul, membro efetivo do G20, que ficou de fora da cúpula por uma determinação do governo Trump.
Declarações sobre a Ucrânia e o Irã
A respeito do conflito no leste europeu, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou: “Não vou fingir que estamos perto de encontrar soluções universalmente aceitas para esses problemas”. O chefe da diplomacia dos EUA ainda pontuou que algumas nações cooperam em setores específicos, como minerais essenciais e cadeias de suprimento, mas admitiu incerteza sobre o avanço de negociações de paz.
Diálogo com Moscou e navegação no Estreito de Ormuz
Apesar das críticas, Rubio justificou a presença de Lavrov em Atlanta e o convite estendido ao presidente russo, Vladimir Putin, para a cúpula de dezembro. Para o representante americano, é inviável buscar uma solução pacífica para o conflito sem dialogar com ambas as partes envolvidas.
Nos bastidores, o cenário de uma intervenção militar dos EUA contra o Irã também gerou preocupação. Líderes americanos emitiram alertas a governos do Oriente Médio sobre a iminência de novos ataques após as eleições legislativas dos Estados Unidos, marcadas para terça-feira, 3 de novembro, acompanhados de uma possível resposta iraniana. Diante disso, a proteção da navegação no Estreito de Ormuz figurou entre as prioridades debatidas.
O evento na Geórgia funcionou como etapa preparatória para a cúpula de líderes do G20, agendada para dezembro na Flórida, sob a liderança de Donald Trump.




