sábado, 31 de outubro de 2026
Brasil

Rodrigo Bacellar vai deixar presídio federal e será transferido para o Rio

Ex-chefe da Alerj responde a acusações de obstrução de justiça e ligação com o Comando Vermelho após ordem do STF.

Rodrigo Bacellar será transferido para presídio estadual no Rio de Janeiro

A unidade prisional de Mossoró, no Rio Grande do Norte, deixará de abrigar o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar. A Secretaria de Estado da Polícia Penal (Seppen) confirmou que o político retornará ao sistema penitenciário fluminense.

Operação Unha e Carne e investigações do STF

A prisão de Bacellar ocorreu em 27 de março, executada pela Polícia Federal (PF) durante a terceira etapa da Operação Unha e Carne. A medida foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF).

As investigações apontam que o político é suspeito de envolvimento com o vazamento de dados sigilosos e obstrução de justiça, com supostas conexões com a facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Tratativas para o retorno ao Rio de Janeiro

Por meio de comunicação oficial, a Seppen destacou que mantém diálogo constante com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) com o objetivo de concretizar a mudança de unidade prisional.

“A Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) informa que foi comunicada oficialmente da decisão. A Seppen está em tratativas com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) para viabilizar o cumprimento da determinação judicial”Nota da Seppen

Denúncias aceitas pela Suprema Corte

Durante sessão realizada em agosto de 2026, a Primeira Turma do STF aceitou a denúncia por unanimidade, transformando Bacellar em réu. O processo também envolve o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias, e o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto.

O relator Alexandre de Moraes teve seu voto acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. A denúncia formalizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda alcança Jéssica de Oliveira Santos e Thárcio Nascimento Salgado.

Acusações detalhadas pela PGR

Os cinco alvos da investigação respondem na Justiça por obstrução de investigação relacionada a organização criminosa armada com o envolvimento de agentes públicos. Adicionalmente, a PGR imputa ao desembargador Macário Ramos o crime de violação de sigilo funcional, enquanto Thárcio responde por favorecimento pessoal.

Os episódios que motivaram as acusações ocorreram nos dias 2 e 3 de setembro de 2025, logo antes da deflagração da Operação Zargun. A apuração revelou um suposto repasse antecipado de informações sobre mandados judiciais direcionados a alvos ligados ao Comando Vermelho.

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