O Opera deu um passo importante no mercado de tecnologia ao anunciar a disponibilização de suporte ao processamento local de modelos de inteligência artificial diretamente em seu software. Essa grande novidade chega por meio do WebAI, um conjunto de APIs nativas integradas ao sistema que estreou em uma prévia inicial no Opera One, com planos de expansão para outras versões do programa no futuro.
Como funciona o motor de inferência local
Na prática, o WebAI atua como uma ponte direta entre páginas web ou aplicações e os algoritmos de inteligência artificial que rodam localmente na máquina do usuário. Para viabilizar essa tecnologia, o navegador conta com um motor de inferência integrado. Assim que a função é ativada, a ferramenta baixa e disponibiliza modelos compatíveis com o hardware do computador, eliminando a exigência de ferramentas externas, servidores locais ou chaves de API pagas.
Ao optar pelo processamento local, o usuário ganha a capacidade de utilizar recursos avançados de inteligência artificial sem depender de conexão constante com a internet ou de mensalidades recorrentes. Embora essas soluções locais possam ter limitações de potência se comparadas aos gigantes da nuvem, elas entregam uma alternativa muito mais privativa e acessível.
APIs nativas e recursos disponíveis
O WebAI expõe interfaces em JavaScript que podem ser aproveitadas tanto por páginas web quanto por extensões compatíveis. Entre as principais ferramentas oferecidas estão a Prompt API, destinada ao envio de comandos em linguagem natural; a Decisions API, ideal para triagem, classificação rápida e tomada de decisões categóricas; e a Semantic Embedder API, responsável por gerar representações vetoriais para busca semântica e similaridade de textos.
Como ativar e testar as novidades
Como todas as funções do WebAI são opcionais, é necessário ativá-las de forma manual. O procedimento exige o uso do Opera One, indo em Configurações, depois em Opera AI e marcando a opção para habilitar a API. O navegador fará o download e a preparação dos arquivos necessários, uma etapa que pode demorar alguns minutos dependendo da conexão e do computador.
Para testar o recurso na prática, os usuários podem instalar extensões criadas pela própria desenvolvedora como demonstração, a exemplo de Project Lens, Got It?, Semantic Art e Questionable Intelligence. Inicialmente, a inovação atende computadores com sistema Windows de 64 bits equipados com processadores Intel ou AMD, além de Macs com chips Apple Silicon, ficando de fora do Linux, Windows em ARM e Macs com arquitetura Intel mais antiga.




