quinta-feira, 22 de outubro de 2026
São José do Rio Preto

Tarcísio decreta nova demissão de PM que matou Leandro Lo

Oficial havia retornado aos quadros da corporação e recebido salário após conseguir reverter punição administrativa temporariamente na Justiça.

Tarcísio volta a demitir PM que matou Leandro Lo e deu aulas no CPI-5

O governo de São Paulo retomou o processo de expulsão do tenente da Polícia Militar Henrique Otávio Velozo, acusado de matar o campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo, de 33 anos, em agosto de 2022. O governador Tarcísio de Freitas publicou na terça-feira (20/10) um novo decreto que restabelece a demissão do oficial, que já havia sido afastado em setembro de 2025, mas obtido uma reversão temporária na Justiça.

Batalha jurídica e retorno aos salários

A publicação do ato administrativo ocorreu após a gestão estadual conseguir uma autorização judicial para executar a demissão antes do trânsito em julgado. Com a medida, a punição disciplinar passa a valer novamente, resultando na expulsão dos quadros da corporação e na cessação do pagamento da remuneração mensal de R$ 14,6 mil que o tenente voltou a receber após conseguir uma liminar em outubro de 2025.

A defesa do policial, representada pelo advogado Claudio Dalledone, afirmou à imprensa que cabe recurso e que vai contestar a decisão.

Histórico do caso e absolvição

O homicídio aconteceu em agosto de 2022 durante um show na cidade de São Paulo, quando Velozo efetuou um disparo na cabeça do atleta, considerado um dos maiores nomes da história do esporte com oito títulos mundiais conquistados, sendo o último no próprio ano de sua morte. No final de 2025, o Tribunal do Júri absolveu o tenente ao acatar a tese de legítima defesa.

Processo disciplinar e conduta

Mesmo com a absolvição na esfera criminal, a corporação manteve o rito administrativo. Em fevereiro de 2026, a Justiça paulista validou a execução da penalidade independentemente de novos recursos. A investigação interna também pesou o comportamento do oficial após o crime, apontando que ele descumpriu protocolos ao não avisar os superiores de imediato, optando por deixar a cena do homicídio e frequentar uma casa noturna e um motel antes de se entregar.

Antes do crime, em março de 2022, Velozo atuou em Rio Preto ministrando aulas de defesa pessoal voltadas para mulheres em situação de violência doméstica, em uma atividade organizada pela própria corporação na sede do Comando de Policiamento do Interior (CPI-5).

Escrito por alexandre

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