domingo, 8 de novembro de 2026
São José do Rio Preto

São Paulo registra 67 casos de mpox em um mês e alerta para alta

Secretaria estadual reforça vigilância epidemiológica enquanto total de diagnósticos em 2024 ultrapassa a marca de mil ocorrências

São Paulo confirma 67 casos de mpox em um mês

O estado de São Paulo contabilizou 67 diagnósticos positivos de mpox desde o dia 4 de outubro, marcando o início da 40ª semana epidemiológica. O volume equivale a aproximadamente 22% de todas as confirmações registradas em território paulista ao longo deste ano, evidenciando uma aceleração recente nas infecções.

Evolução dos registros em território paulista

No acumulado de janeiro até a última sexta-feira (6), o estado contabilizou 300 ocorrências da enfermidade, sem nenhum registro de morte. Do montante total apurado em 2024, a cidade de São Paulo concentrou 197 notificações. As informações completas constam no portal do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde, vinculado à Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo.

Histórico e monitoramento contínuo

Em contraste, o ano passado inteiro somou 423 casos da patologia, enquanto 2024 acumulou 1.134 registros. A pasta esclarece que, embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) tenha declarado o fim da emergência internacional em setembro de 2025, a moléstia continua sob rigorosa vigilância, com testagem laboratorial e rastreamento de contatos para conter cadeias de transmissão.

Ações da vigilância sanitária

“Seguimos monitorando o cenário epidemiológico e orientando os serviços de saúde para que estejam preparados para identificar e notificar rapidamente qualquer suspeita”, explicou Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), por meio de nota.

Formas de contágio e prevenção

Provocada pelo vírus MPXV, a mpox é uma enfermidade infecciosa transmitida sobretudo pelo contato físico direto com feridas cutâneas, mucosas e fluidos de indivíduos doentes, o que abrange o ato sexual. A propagação também pode acontecer por meio do uso compartilhado de materiais como roupas de cama, toalhas e pertences pessoais.

Os sintomas englobam erupções cutâneas e em mucosas, inclusive genitais, frequentemente acompanhadas por febres, astenia, inflamação nos gânglios linfáticos, além de dores de cabeça, musculares e na região lombar. Para mitigar os riscos, a recomendação oficial é abster-se de proximidade física com indivíduos sintomáticos, evitar o compartilhamento de utensílios e manter a higienização constante das mãos com água e sabão ou álcool em gel.

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