A prefeitura municipal oficializou a permanência de Lígia Cavassani no comando da Secretaria de Saúde de Rio Preto. A decisão do prefeito Fábio Candido (PL) consolida a servidora, que já respondia pela pasta de forma interina desde o dia 1º de setembro, como titular definitiva do cargo estratégico na administração local.
Trajetória de duas décadas na rede pública
Com uma carreira sólida construída ao longo de cerca de 20 anos dedicados à própria Secretaria de Saúde, a nova secretária é enfermeira graduada pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e conta com especialização em Preceptoria obtida pelo Hospital Sírio-Libanês. Sua trajetória na gestão pública municipal teve início em 2009, período desde o qual esteve à frente de diferentes funções administrativas na estrutura da saúde.
Experiência em gestão de urgência e emergência
Ao longo dos anos, Lígia exerceu cargos de relevância como a chefia do Departamento de Urgência e Emergência — onde coordenou o monitoramento das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), dos prontos-socorros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) — além de ter atuado como diretoria do SUS por cerca de um ano e meio. O currículo da gestora também engloba sua atuação na reestruturação dos serviços durante a pandemia de Covid-19 e no processo de retomada dos atendimentos de urgência do Pronto-Socorro Santo Antônio, ocorrida em 2021.
Prioridades e continuidade administrativa
De acordo com a administração municipal, a efetivação tem como propósito assegurar a estabilidade das ações em curso e consolidar a rede pública. Entre as metas estabelecidas para a gestora estão otimizar a eficiência dos atendimentos prestados, promover a integração entre os serviços oferecidos e aprimorar o suporte global à população da cidade.
Contudo, a nova titular assume a pasta definitiva diante de impasses na área, como o represamento na fila por exames de imagem. O problema envolve cerca de 63 mil procedimentos que integravant um convênio com a Santa Casa de Casa Branca, o qual acabou sendo cancelado pela gestão municipal. Durante prestação de contas na Câmara Municipal em setembro, a então secretária interina já havia apontado que a Prefeitura analisava soluções para viabilizar um mutirão com o objetivo de zerar essa demanda.




