O complexo hospitalar da Funfarme contabilizou um crescimento de 3,3% nos atendimentos voltados a pacientes com tumores na próstata durante o primeiro semestre de 2026. Entre os meses de janeiro e junho, o serviço prestou 3.245 assistências, superando os 3.140 registros obtidos no mesmo intervalo do ano anterior.
Estatísticas nacionais e panorama da doença
Em âmbito nacional, o Ministério da Saúde, com dados repassados pela Sociedade Brasileira de Urologia, apontou que cerca de 18,5 mil brasileiros faleceram em decorrência da patologia ao longo de 2025, o que representa uma média diária de 50 óbitos. Para o ciclo de 2026, a projeção oficial aponta para o surgimento de mais de 77 mil novos diagnósticos em todo o território nacional.
Desafios no combate ao tumor inicial
Apesar da gravidade dos números, a probabilidade de cura eleva-se expressivamente quando o problema é identificado em sua fase inaugural. O chefe do Serviço de Urologia do Hospital de Base, Dr. José Carlos Mesquita, pontua que a detecção antecipada assegura aproximadamente 90% de chances de recuperação plena. Contudo, a ausência de sintomas nas etapas iniciais faz com que muitos pacientes tardem em buscar ajuda médica.
“Não podemos esperar sentir alguma coisa para procurar o urologista. O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura e possibilitar tratamentos mais eficazes”, alerta o médico.
O especialista pontua ainda que cerca de 20% dos enfermos chegam aos consultórios já com a enfermidade em estágio avançado. Sobre os fatores que elevam o risco, destacam-se a predisposição genética, o sobrepeso e uma dieta desbalanceada, sendo o Novembro Azul um momento crucial para debater a prevenção.
Modalidades terapêuticas no Hospital de Base
As abordagens médicas variam conforme a evolução do quadro e o estado geral do paciente. Tumores localizados costumam ser combatidos por meio de intervenção cirúrgica ou radioterapia, enquanto quadros complexos exigem hormonioterapia ou quimioterapia.
Dentro da estrutura do Hospital de Base, as operações cirúrgicas contemplam os métodos tradicionais abertos, videolaparoscópicos e robóticos, sendo este último modelo assegurado inclusive aos usuários do Sistema Único de Saúde.
Para o diretor executivo da instituição, Dr. Horácio Ramalho, as ações educativas devem extrapolar o penúltimo mês do ano.
“Cuidar da saúde precisa ser um compromisso permanente, e não apenas uma preocupação quando surgem os primeiros sintomas. Queremos incentivar os homens a procurarem os serviços de saúde, realizarem avaliações periódicas e compreenderem a importância do diagnóstico precoce”, afirma.
A recomendação médica estabelece que o público masculino inicie as visitas regulares ao urologista a partir dos 50 anos. O limite cai para 45 anos para indivíduos com histórico familiar positivo, homens negros e pessoas obesas, público para o qual a avaliação por meio do exame de sangue PSA e do toque retal pode ser recomendada.




