O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou nesta quarta-feira (21.out) que aceita o desafio proposto pelo candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), referente à quebra de sigilos telefônico e bancário, mas estabeleceu uma série de condições para concretizar a medida.
Origem do confronto no segundo turno
A proposta de confronto foi lançada por Lula durante o primeiro debate presidencial do segundo turno, transmitido pela TV Bandeirantes no último domingo (18). Na ocasião, o petista autorizou a liberação de seus dados fiscais, bancários e telefônicos, desde que o senador fizesse o mesmo. Na última terça-feira (20), o candidato apresentou formalmente ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ao STF (Supremo Tribunal Federal) um documento que viabiliza a abertura de suas informações e de seus familiares nos últimos oito anos, incluindo a primeira-dama Rosângela da Silva (Janja) e seu filho Fábio Luiz Lula da Silva (Lulinha).
Novas exigências do candidato do PL
Durante campanha em Guarulhos, na região Metropolitana de São Paulo, Flávio afirmou que a liberação dos dados de Lula seria insuficiente e apresentou sua própria autorização ao TSE, abrangendo os últimos 20 anos e quatro empresas das quais é sócio. Contudo, o parlamentar exigiu que o adversário também abra informações de seus filhos, do Instituto Lula e de pessoas próximas desde 2003.
Cobrança por dados de aliados e familiares
Entre as exigências do senador estão a abertura dos sigilos de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e de outros auxiliares que teriam utilizado telefones em nome do petista. Flávio também cobrou a divulgação de registros de reuniões com Daniel Vorcaro, informações sobre voos, além dos dados do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, de Roberta Luchsinger, de Edson Claro, de Frei Chico — irmão de Lula — e do Sindnapi.
“Agora segura aí marginal. Você não tem celular. Sabe quem recebe as ligações por você? O Marcola. O Lula tem o Marcola do lado dele. É esse Marcola que abria as portas pro Lulinha, o filho dele, fazer negócios em todos os ministérios. Então eu abro meu sigilo do telefone sim, mas o Marcola tem que abrir o dele, concorda?”, disse Flávio.
“Pra eu abrir meu sigilo, você [Lula] vai abrir o sigilo do Instituto Lula. E tem mais uma condição: você vai abrir o sigilo do seu cartão corporativo e da Janja”, afirmou.
A expectativa é que o tema volte ao centro das discussões durante o debate da próxima sexta-feira (23), promovido pela TV Globo, em meio a um cenário de disputa acirrada nas pesquisas eleitorais.



