domingo, 25 de outubro de 2026

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Hipertensão infantil acende alerta em médicos e pede prevenção precoce

Levantamento recente com milhares de estudantes revela índices preocupantes de pressão arterial elevada na infância e adolescência

Pressão alta em crianças preocupa médicos; veja como identificar o risco

A hipertensão infantil tem se tornado um motivo crescente de preocupação para os profissionais da saúde. Dados recentes indicam que alterações na pressão arterial podem surgir ainda nos primeiros anos de vida, muitas vezes de maneira silenciosa, o que reforça a necessidade de vigilância médica constante desde a infância.

Resultados de estudo com estudantes

Um levantamento conduzido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), executado entre os meses de junho e outubro de 2026, analisou 6.092 estudantes matriculados em 38 instituições de ensino nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

As análises revelaram que 28,3% dos jovens avaliados estavam na faixa correspondente à hipertensão, ao passo que 11,6% foram classificados na faixa de pré-hipertensão.

Desafios no diagnóstico e fatores de risco

Especialistas explicam que esses números refletem uma triagem inicial e não representam um laudo definitivo para todos os casos. Como a condição costuma ser assintomática, aguardar manifestações físicas para buscar auxílio médico é um risco.

O cardiologista Fabrício da Silva destaca a importância de medir a pressão arterial durante as consultas de rotina. A identificação de uma alteração permite que o profissional avalie a necessidade de novas medições e de investigação clínica.

Obesidade e sedentarismo na infância

O relatório também chamou atenção para hábitos de vida e condições associadas. Entre os avaliados, 19,5% tinham sobrepeso e 13,6% enfrentavam quadro de obesidade.

O uso excessivo de telas também se destacou: 59% dos menores passavam mais de três horas diárias conectados a aparelhos eletrônicos. No aspecto físico, 66% dedicavam apenas de uma a duas horas semanais à prática de exercícios.

Estratégias de prevenção e rotina saudável

Para proteger o sistema circulatório dos jovens, recomenda-se a adoção de uma rotina equilibrada que envolva boa qualidade de sono, exercícios físicos e uma alimentação nutritiva.

A nutricionista Amanda Santiago ressalta a importância de oferecer alimentos variados, como frutas, verduras, legumes e feijão, além de reduzir o consumo excessivo de sal e de produtos ultraprocessados, que podem conter grandes quantidades de sódio.

O suporte contínuo do pediatra é indispensável para monitorar o desenvolvimento infantil, orientar as famílias sobre hábitos saudáveis e investigar precocemente qualquer alteração na saúde cardiovascular.

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