quinta-feira, 29 de outubro de 2026
Franca

Cansaço e queda da libido: saiba quando o corpo pede ajuda

Especialista alerta que sintomas frequentes na rotina feminina exigem investigação médica e não devem ser ignorados.

Cansaço, irritabilidade e queda da libido: conheça os reflexos mostrados pelo corpo

O cotidiano acelerado faz com que muitas pessoas normalizem a exaustão física, a oscilação de humor, os problemas para dormir e a falta de apetite sexual como simples reflexos de uma agenda cheia. Contudo, ignorar esses indícios pode mascarar condições que exigem atenção médica e impactam diretamente o bem-estar diário.

Sinais que exigem investigação

A ginecologista Camila Bolonhezi pontua que o organismo emite alertas valiosos, mas que frequentemente passam despercebidos pela correria do dia a dia.
“A mulher costuma acumular muitas responsabilidades e, em meio a tantas demandas, acaba deixando as próprias necessidades em segundo plano. O problema é quando sintomas persistentes passam a ser encarados como parte normal da rotina, sem que se investigue o que pode estar por trás deles”, explica.

Múltiplas causas para a queda da libido

A diminuição do desejo sexual é uma situação frequente nos consultórios médicos e possui origens diversas. Entre os fatores que afetam diretamente a libido feminina estão o estresse crônico, a falta de sono adequado, efeitos colaterais de remédios, questões emocionais, dores na relação e desequilíbrios hormonais. Portanto, não se deve culpar apenas a idade ou hormônios por essa alteração.

Outras condições associadas

O esgotamento físico e as variações de humor também merecem cautela. Eles podem indicar problemas como anemia, disfunções na tireoide e distúrbios do sono, além de se manifestarem fortemente em fases específicas como a tpm, o pós-parto e a chegada da menopausa.

A médica reforça que
“Não existe uma única explicação para todos esses sintomas. O contexto de cada mulher, sua idade, seu histórico de saúde, o padrão menstrual, os medicamentos utilizados e a duração das queixas precisam ser considerados”,
além de ressaltar que
“a avaliação individualizada é o caminho para entender as possíveis causas e definir a conduta mais adequada”.
O uso de suplementos ou tratamentos hormonais sem prescrição, muitas vezes encontrados na internet, deve ser evitado para não atrasar um diagnóstico correto. Observar a intensidade dos incômodos e procurar um especialista é fundamental para garantir qualidade de vida de forma contínua, pois, como finaliza a ginecologista:
“Autocuidado não deve ser entendido apenas como uma pausa na rotina. Também significa reconhecer os próprios limites, prestar atenção aos sinais do organismo e procurar orientação quando necessário. Não é preciso esperar que o desconforto se torne insustentável para buscar ajuda”.

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