Muitas pessoas acreditam que as emergências neurológicas acontecem apenas durante o dia, mas o acidente vascular cerebral também pode se manifestar no período noturno. Conhecido internacionalmente como wake-up stroke, o avc ao despertar ocorre quando o paciente dorme sem nenhum problema aparente e se depara com sintomas súbitos ao abrir os olhos pela manhã.
Como identificar os sintomas ao acordar
Como o episódio acontece enquanto a pessoa descansa, torna-se impossível determinar o minuto exato do início da interrupção do fluxo sanguíneo. Nesses cenários, o Ministério da Saúde recomenda que os médicos utilizem como base o último instante em que o indivíduo foi avistado sem nenhuma alteração física, o que geralmente coincide com o horário de ir para a cama na noite anterior.
Os sinais de alerta são idênticos aos observados na vigília. Entre os principais indicativos estão a fraqueza ou o formigamento em apenas um lado do corpo, a assimetria facial com queda em um dos cantos da boca, a dificuldade na fala, problemas na compreensão de frases, perda repentina da visão, tonturas severas e uma dor de cabeça intensa e sem motivo aparente. Vale destacar que a ausência de cefaleia não elimina a hipótese de um evento vascular, assim como a manifestação de um único sintoma já é motivo suficiente para desconfiar da condição.
O que fazer em caso de suspeita
Ao notar qualquer indício de avc durante o sono, a recomendação primordial é buscar socorro médico de forma urgente. No território nacional, o procedimento correto consiste em ligar imediatamente para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) através do número 192, evitando qualquer espera na esperança de que os sinais desapareçam sozinhos, pois até mesmo a melhora passageira pode indicar um ataque isquêmico transitório.
Durante o contato com a equipe de emergência, torna-se fundamental relatar com precisão o momento exato em que o paciente foi visto saudável pela última vez e a hora em que os déficits neurológicos foram percebidos. Esses dados guiam os profissionais na definição das alternativas terapêuticas para restabelecer a circulação cerebral e minimizar sequelas.
Prevenção e controle de fatores de risco
A melhor forma de evitar o problema envolve o monitoramento constante de condições como pressão alta, diabetes, taxas elevadas de colesterol e problemas cardíacos. Adotar uma rotina com hábitos alimentares saudáveis, praticar exercícios físicos, abandonar o tabagismo e seguir rigorosamente as prescrições médicas são atitudes fundamentais para proteger a saúde vascular e cerebral.




