quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Esportes

Colton herta busca 24 voltas no méxico para garantir superlicença na f1

Piloto americano da cadillac precisa cumprir quilometragem mínima no treino livre para destravar vaga titular em 2027

Herta: a 24 voltas da superlicença e de ser titular na Cadillac em 2027

A busca por um representante dos Estados Unidos no grid da Fórmula 1 ganhou um capítulo definitivo. Aos 26 anos, o piloto Colton Herta está a apenas um ponto de conseguir a cobiçada superlicença da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o documento obrigatório para competir na principal categoria do automobilismo mundial. Reserva da Cadillac, o americano tentou chegar à elite em 2023 pela AlphaTauri, mas esbarrou na pontuação necessária. Para contornar o problema, ele disputou a Fórmula 2 em 2026 pela Hitech e acumulou quilometragem em testes com carros da equipe na categoria principal.

A contagem regressiva no méxico

Neste momento, a Cadillac confirma que Herta soma 39 dos 40 pontos exigidos. A última etapa para alcançar o objetivo depende de percorrer pelo menos 100 quilômetros em uma sessão oficial de treino livre. Escalado para a primeira atividade do GP da Cidade do México, no Autódromo Hermanos Rodríguez, o piloto precisa completar 24 voltas na sessão de 60 minutos. Caso cumpra a meta, ele destravará a cláusula contratual prevista em seu plano de carreira e ficará apto para assumir um posto de titular na equipe em 2027, independentemente de sua campanha discreta na Fórmula 2.

Campanha irregular na f2 e o cenário na cadillac

A trajetória de Herta na temporada atual da Fórmula 2 tem sido abaixo das expectativas, figurando apenas na 19ª colocação do campeonato com 26 pontos e nenhum pódio. Ainda assim, a estrutura da Cadillac manteve o cronograma de testes com o atleta ao longo do ano. Nos bastidores, a cúpula da escuderia demonstra insatisfação com outras peças do grupo, chegando a classificar o finlandês Valtteri Bottas como “frio demais” pelas palavras do chefe de equipe Marcin Budkowski.

O posicionamento da equipe

Durante a coletiva de imprensa oficial em Austin, no Texas, Budkowski comentou sobre as perspectivas de ter um representante nacional no grid:

“- Obviamente, ter um piloto americano em uma equipe americana é uma ótima história. Precisa ser o momento certo e o piloto certo. Mas estamos trabalhando nisso. Estamos trabalhando nisso com Colton (Herta). Falta apenas um ponto para ele obter a superlicença. Há alguns talentos americanos realmente empolgantes subindo pelas categorias também. Vimos Ugo Ugochukwu vencer a Fórmula 3. Temos (Sebastian) Wheldon (filho de Dan) chegando à F3 no ano que vem. Então há muito potencial aqui e obviamente vamos analisar isso – declarou o dirigente polonês.”

Jejum histórico dos estados unidos

A última aparição de um piloto estadunidense como titular na Fórmula 1 ocorreu com Logan Sargeant na Williams, encerrada em 2024. O jejum de vitórias do país é ainda mais longo: o triunfo mais recente de um piloto dos Estados Unidos aconteceu há 48 anos, com Mario Andretti em Zandvoort, no ano de 1978 — temporada em que ele também faturou o último título mundial da bandeira norte-americana, repetindo o feito de Phil Hill em 1961.

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