Mesmo com a permanência garantida e sem riscos na tabela da Série B 2026, o Botafogo-SP quer encerrar a participação no campeonato em alta para impulsionar o planejamento da próxima temporada. Atualmente com 48 pontos, o clube vive uma sequência positiva de cinco partidas de invencibilidade, acumulando quatro triunfos consecutivos e um empate recente.
A busca pelo recorde na era dos pontos corridos
Para entrar para a história recente do clube, a equipe precisa de apenas uma vitória nos dois compromissos restantes para superar a sua melhor marca na era dos pontos corridos da Segundona, que é de 50 pontos, alcançada em 2019.
A primeira oportunidade para quebrar esse recorde acontece nesta quinta-feira, quando o Botafogo-SP enfrenta o já rebaixado Londrina em seu último compromissão como mandante no Estádio Santa Cruz/Arena Nicnet, em Ribeirão Preto (SP). Caso o objetivo não se concretize em casa, o Juventude será o último adversário fora de casa no dia 14, encerrando a participação no torneio.
Projeção e maturidade para o próximo ano
O técnico Cláudio Tencati, que possui vínculo até o final do próximo ano, destacou que alcançar essa meta é fundamental para atrair novos reforços e dar segurança aos atletas que vão permanecer no plantel. O treinador enfatizou a importância de consolidar uma identidade dentro da instituição.
“-Temos sempre que deixar legado e imagens positivas para reafirmar para o clube que é possível colocar mais peças para ser mais competitivo. Vamos sair à frente e mais maduros por ter uma metodologia já definida, um estilo definido. Os jogadores já estão mais adaptados ao clube, até nós mesmos, e vamos ficar mais maduros. É o que acontece nos trabalhos de longo prazo – disse.”
Histórico de continuidade e saltos de desempenho
Com passagens marcantes por outras equipes do futebol nacional, o comandante tricolor avalia que a curva de desempenho costuma ser ascendente quando há manutenção da espinha dorsal do elenco. Em 2026, no Campeonato Paulista, o time terminou na nona colocação, ficando a apenas um passo do grupo de classificação.
“-Espero ser feliz como fui nos outros clubes ,porque sempre nas temporada seguintes conseguimos mudar o salto. No Londrina, a primeira temporada fizemos 60 pontos, depois 62. No Criciúma, fizemos 56 pontos, batemos no bloco dos oito, e na temporada seguinte subimos. Os trabalhos mais longevos, permanecendo uma espinha dorsal, fez a diferença. Conseguindo manter as referências, a temporada seguinte pode falar mais forte – analisou o treinador.”
Com a reta final da competição nacional em andamento, o clube paulista tenta transformar a reta final deste ano em um trampolim para alcançar voos mais altos nas próximas competições.




