O piloto americano Colton Herta terá mais uma oportunidade de pilotar um carro da Fórmula 1 durante um fim de semana oficial. A equipe Cadillac confirmou que o atleta de 26 anos participará do primeiro treino livre para o GP do México, programado para acontecer no Circuito Hermanos Rodríguez.
A busca pela superlicença e o futuro na Cadillac
Com essa nova participação na pista, Herta fica muito próximo de alcançar a pontuação exigida pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Faltam apenas 24 voltas, o equivalente a cerca de 100 quilômetros, para que ele conquiste a sonhada superlicença. O documento é o principal requisito para que ele possa assumir a segunda vaga de titular da Cadillac na temporada de 2027, uma vez que Sergio Pérez já teve sua renovação garantida.
O plano de utilizar os treinos livres para acumular os pontos necessários na carteira especial precisou ser adotado porque o americano enfrenta uma temporada bastante complicada na Fórmula 2. Ocupando atualmente a 19ª colocação na tabela com 26 pontos, ele comentou sobre as frustrações encontradas na categoria de acesso:
– Sobre a F2, talvez eu tenha mais perguntas do que quando entrei na categoria. Fiquei bem desapontado com tudo. Acho que vou provavelmente parar por aqui, estou apenas desapontado com a forma como o ano correu. Não tiene sido nada bom, porque, sempre que estou lá (na F2), parece que é de uma forma, mas aí quando piloto o carro de F1, é diferente. Então, eu realmente não sei. Há muito mais perguntas do que respostas.
Vantagens da categoria de acesso e foco no objetivo
Apesar do desempenho abaixo das expectativas e de incidentes ao longo do ano, Herta destacou que competir no mesmo fim de semana da principal categoria do automobilismo mundial traz benefícios importantes para a adaptação e visibilidade:
– Você corre nos mesmos finais de semana da F1 e entende o andamento das atividades. Especialmente, com o que vivenciei neste ano, você passa a entender o quão ruim é o trânsito para as corridas de F1 e quão cedo e tarde tem que sair para a pista. É importante porque você está aqui, é notado e está sob os olhos das equipes de F1. Elas veem em primeira mão o que você pode fazer. Você está correndo nas mesmas pistas em que vai correr no futuro, o que é uma grande vantagem, e foi o principal motivo pelo qual eu vim para cá. E você está simplesmente imerso nisso e torna a transição mais fácil do que vir da Indy, por exemplo.
Questionado no paddock sobre o futuro profissional e a contagem de pontos, o piloto preferiu focar no desempenho imediato:
– Para ser sincero, para mim, além de fazer um bom trabalho, dar um bom feedback e ser rápido, isso é tão importante quanto todo o resto neste momento. Então é super importante somar esses pontos quando pode. Foram tantos anos pensando e me preocupando com a superlicença, que eu deixo que outras pessoas façam isso por mim. Meu objetivo é estar na F1, chegar lá o mais rápido possível com a Cadillac, com a GM, com a TWG. É aqui que eu quero estar, então estou focado em tentar chegar o mais rápido possível. Vou saber nas próximas semanas o que vai acontecer para mim no ano que vem.
Semelhanças com a IndyCar e expansão nos Estados Unidos
Tendo conquistado sua primeira vitória na IndyCar justamente no Circuito das Américas, Herta apontou que existem pontos em comum na pilotagem de monopostos diferentes:
– No geral, as linhas de traçado são muito parecidas. A forma como você aborda a pista e ataca é muito parecida, mas o carro parece diferente. Mas acho que em termos de pilotagem é muito próximo do que você encontraria, pelo menos em baixa velocidade, com a IndyCar, o que você precisa fazer e como precisa maximizar isso. Então, há algumas semelhanças ali que meio que ajudam no processo de aprendizado.
Caso confirme a vaga de titular na Cadillac, o piloto tentará quebrar o jejum de representantes dos Estados Unidos bem-sucedidos na elite do esporte a motor. Sobre o crescimento da modalidade em seu país natal, ele pontuou:
– Todo mundo sabia sobre a F1 nos Estados Unidos antes. As pessoas talvez só não entessem tanto quanto agora. Elas sabiam o que era um carro de F1, mas agora conhecem os pilotos, muitas das equipes, as corridas e onde elas ocorrem. Esse lado da popularidade explodiu, e muito mais pessoas sabem mais sobre a F1 nos Estados Unidos do que antes. A categoria conseguiu um grande ressurgimento nos EUA, e é incrível de ver. Obviamente, sou suspeito para falar, mas eu adoro as três corridas americanas. Quando eu era criança, se tivessem três corridas de F1 nos EUA, seria muito legal. Estaria pedindo ao meu pai para ir nas três.



