Com cinco rodadas restantes para o encerramento da temporada, o Fluminense já iniciou o planejamento estratégico para a próxima janela de transferências. A diretoria encara o período como essencial para realizar ajustes no elenco, baseando-se em um diagnóstico detalhado sobre o rendimento da equipe ao longo de 2026.
O impacto da Libertadores no planejamento
O perfil das contratações será definido pela forma como o clube se classificar para a Libertadores. Caso o Tricolor confirme a vaga direta para a fase de grupos — objetivo reforçado após a recente vitória sobre o Internacional —, o calendário de competições será mais flexível, com a estreia prevista para 7 de abril. Se o time precisar disputar a fase preliminar, o início das partidas ocorre já em 17 de fevereiro.
A janela de transferências estará aberta entre 4 de janeiro e 2 de março. A confirmação da vaga direta daria à diretoria maior margem de manobra para estruturar o grupo de 2027, evitando a necessidade de reforços emergenciais para o início da temporada, cenário que o clube busca contornar após as lições aprendidas neste ano.
Meta de vendas e ativos do elenco
Além da busca por reforços, o clube prioriza a saída de jogadores para atingir as metas orçamentárias estabelecidas. A previsão é arrecadar cerca de R$ 218 milhões com negociações de atletas, mas, com a venda de Bernal ao Real Betis por US$ 12 milhões (aproximadamente R$ 62 milhões, com 60% destinados ao clube carioca), ainda falta alcançar cerca de R$ 180 milhões.
Jogadores em foco no mercado
Entre os nomes que despertam maior interesse de outras equipes estão Martinelli, Hércules e Canobbio. Este último chegou a receber uma proposta do Krasnodar na janela anterior, mas decidiu seguir no Rio de Janeiro. A diretoria mantém a postura de negociar seus ativos apenas mediante propostas que atendam às expectativas financeiras do clube.
O momento também é de avaliação interna sobre o desempenho individual. Sobre o rendimento recente de um dos principais nomes do time, Cauê opinou: “Um dos piores jogos do Ganso”. Além disso, o foco está na gestão do grupo, como evidenciado por Nonato ao comentar um erro determinante na eliminação da equipe: “Thiago Silva me proibiu de pedir desculpa”.




