O Sport terá um desafio indigesto neste sábado, quando visita o Botafogo-SP no estádio Nicnet, em Ribeirão Preto, pela 36ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A equipe pernambucana precisa desesperadamente da vitória para seguir firme na briga pelo cobiçado acesso à primeira divisão, mas vai encarar um adversário que atravessa sua fase mais sólida na competição.
Embalo e motivação na reta final
Atualmente, o clube paulista acumula uma sequência impressionante de quatro vitórias consecutivas, tendo sofrido apenas um único tento nesse intervalo. Esse rendimento recente contrasta com a situação da tabela, visto que o time já garantiu a permanência na divisão e possui chances remotas de 0,04% de alcançar o G-6, segundo projeções estatísticas. Apesar de apenas cumprir tabela, a motivação interna permanece elevada para valorizar o elenco.
“A última imagem que fica da competição é como você termina. Se a gente terminar acima de 50 pontos, vai valorizar todo mundo. Quem fica, quem pode renovar e quem vai buscar mercados porque esteve em um time competitivo que vai terminar entre os dez”, disse o técnico Cláudio Tencati.
Impacto na briga pelo acesso
Mesmo sem pretensões de subir, o clube de Ribeirão Preto já demonstrou que pode ser um obstáculo severo para os postulantes ao G-6. Recentemente, a equipe atrapalhou os planos de concorrentes diretos que lutam contra o rebaixamento e ainda bateu o CRB longe de seus domínios, rival direto do próprio clube pernambucano na tabela de classificação.
Correções defensivas explicam a reviravolta
O cenário atual é bem diferente das longas sequências negativas enfrentadas ao longo do torneio, que incluíram um jejum de dez partidas no primeiro turno e outra instabilidade de sete jogos na segunda metade. De acordo com o comentarista Cabral Neto, a guinada não decorre de uma mudança drástica, mas sim de ajustes fundamentais na retaguarda.
“O time reorganizou seu posicionamento. Passou a ter uma linha defensiva de cinco jogadores e o reforço da marcação pelos lados. Jonathan passou a atuar como terceiro zagueiro pela direita, com Gabriel Inocêncio fechando para formar uma dobra de marcação pela direita”, iniciou o comentarista.
Com essa reorganização tática, a equipe ganhou solidez para anular os pontas rivais e aproximou os meio-campistas defensivos, diminuindo os espaços entre as linhas e colhendo frutos imediatos com a série de resultados positivos.



