A reeleição de Lula neste domingo (25) injetou novo fôlego na atuação política dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. Nos bastidores do Legislativo, parlamentares ouvidos avaliam que ambos saíram vitoriosos do pleito e conquistaram um aliado de peso para viabilizar suas reconduções ao topo da hierarquia do Congresso.
Articulação antecipada e alianças
Antes mesmo de Flávio Bolsonaro vir a público declarar que não reconheceria o desfecho do pleito, Motta e Alcolumbre já haviam entrado em contato telefônico com Lula para formalizar cumprimentos pela vitória nas urnas.
Estratégias divergentes antes do pleito
Enquanto Motta investiu estrategicamente na proximidade com o petista ainda no primeiro turno — de olho na vitória do próprio pai, em sua recondução como deputado federal e na permanência na presidência da Câmara —, Alcolumbre enfrentou cenário adverso.
O impacto da derrota de aliados no Amapá
O senador retornou a Brasília com cacife reduzido após fracassar na tentativa de eleger seus correligionários no Amapá. Além disso, o parlamentar lidava diretamente com o risco representado por uma eventual vitória presidencial de Flávio Bolsonaro, seu colega de parlamento.
Contudo, a reviravolta nas urnas mudou completamente o tabuleiro político. Com a confirmação da vitória de Lula, tanto Motta quanto Alcolumbre asseguraram um parceiro estratégico fundamental para tentar perpetuar suas hegemonias nas duas Casas legislativas.



