sábado, 31 de outubro de 2026
Brasil

EUA negam envolvimento direto na saída de Flávio Bolsonaro

Marco Rubio confirmou que Donald Trump autorizou a entrada do senador, que deixou o país após ter entrega de passaportes determinada.

Rubio diz que EUA não estiveram ‘diretamente envolvidos’ em fuga de Flávio do Brasil

O governo norte-americano negou qualquer participação ativa na saída de Flávio Bolsonaro do território brasileiro. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pontuou neste sábado (31) que a administração do país não esteve à frente da operação que levou o parlamentar e sua família ao exterior logo após a apuração das urnas.

Posicionamento de Washington sobre o desembarque

Durante pronunciamento realizado em Atlanta, no estado da Geórgia, Rubio explicou as condições que permitiram o acolhimento do político em solo americano. “Ele já tinha um visto anteriormente, e o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país”, disse Rubio em uma coletiva de imprensa em Atlanta, Geórgia. O chefe da diplomacia reforçou a distância da gestão americana em relação à logística: “O governo dos Estados Unidos não esteve diretamente envolvido” nos arranjos feitos pelo senador e ex-candidato, acrescentou.

Bastidores e rota do voo fretado

Com 45 anos, Flávio desembarcou nos Estados Unidos na quarta-feira (28), momento em que ordens judiciais emitidas no Brasil determinavam o recolhimento de seus documentos de viagem diante de diferentes frentes de apuração. A trajetória até a América do Norte contou com escalas técnicas na Argentina e no Equador.

A aeronave particular usada no deslocamento teria sido contratada por Jason Miller, assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Conforme informado pela administração da empresa de aviação, os custos do trajeto aéreo foram liquidados a partir de fundos depositados em uma conta de banco norte-americana, por meio de um intermediário.

Reflexos diplomáticos e declarações políticas

O caso provocou ruídos entre representações diplomáticas no continente. De acordo com relatos dos bastidores diplomáticos brasileiros, o embaixador argentino chegou a ser procurado para prestar esclarecimentos a respeito da parada em seu território. Posteriormente, contudo, o ministro das Relações Exteriores da Argentina negou que tenha havido qualquer demanda formal de Brasília por explicações.

A Casa Branca optou por não se pronunciar sobre a operação aérea, embora Donald Trump tenha se manifestado sobre o processo eleitoral brasileiro, definindo o pleito como “vergonhosas”.

Cenário pós-eleição e investigações

Derrotado no segundo turno presidencial do domingo (24) pelo presidente Lula, o senador tem reiterado publicamente que se considera o representante legítimo da liderança nacional e alega que tomou a decisão de se ausentar por ser alvo de uma “perseguição”.

A situação ocorre enquanto seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, cumpre uma condenação de 27 anos sob regime de prisão domiciliar, em razão do planejamento de uma tentativa de golpe de Estado após a disputa eleitoral de 2022.

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