O Banco Central do Paraguai anunciou a restituição de recursos para 1,196 milhão de correntistas do Ueno Bank, totalizando aproximadamente R$ 880 milhões devolvidos. A prestação de contas ocorreu durante coletiva de imprensa no Palácio López, com a confirmação de que os pagamentos prosseguirão ao longo da próxima semana.
Ações do governo e impacto nas ruas
Para atender a população, o governo divulgou uma relação de estabelecimentos bancários com funcionamento em horário especial no fim de semana. Enquanto isso, o clima nas ruas de Assunção permanece tenso, com cidadãos divididos entre a apreensão sobre suas economias e revolta contra a gestão anterior.
“Fomos instruídos a fazer o máximo esforço para tranquilizar os poupadores afetados”, declarou ministro da Economia e Finanças, Óscar Lovera.
Transição política e cobranças por agilidade
Assumindo a presidência aos 52 anos, Pedro Alliana iniciou sua gestão com alterações ministeriais, nomeando Ariel Martínez para a pasta do Interior e definindo um novo titular para Obras Públicas. O chefe de Estado exigiu respostas rápidas da equipe econômica e assegurou que os prejuízos serão reparados.
“Não quero ninguém hesitante à frente desta missão. Quero resultados”, afirmou na sexta-feira, ao assumir o cargo.
Origens da insolvência bancária
A turbulência eclodiu quando manifestantes tomaram as ruas da capital paraguaia na terça-feira (3) para exigir o desbloqueio de valores no Ueno Bank, principal banco digital do território nacional que acabou sob intervenção estatal após ser declarado insolvente por incapacidade de honrar compromissos.
Diante do cenário, o Banco Central congelou saldos e restringiu saques em fundos de investimento associados à empresa, que prestava serviços a quase metade da população de 6,4 milhões de habitantes. Como forma de alívio, a autoridade monetária antecipou o pagamento do Fundo de Garantia de Depósitos até o limite de 40 salários mínimos, deduzindo eventuais débitos pendentes dos correntistas.
No âmbito judicial, o desdobramento do caso resultou na prisão preventiva de oito investigados, incluindo figuras centrais da administração do banco como o presidente Juan Manuel Gustale e o diretor-executivo Federico Miguel Vázquez.




