sexta-feira, 6 de novembro de 2026
Brasil

Lula defende equipe econômica e garante que pobres não pagarão conta

Chefe do Executivo criticou cobranças do mercado financeiro durante reunião ministerial em Brasília nesta sexta-feira

Lula rebate críticas sobre falta de responsabilidade fiscal: ‘Pobres não pagarão conta’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva refutou nesta sexta-feira, 06, os questionamentos a respeito da suposta ausência de responsabilidade fiscal em sua gestão. Durante encontro extraordinário do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), realizado na sede do Ministério de Minas e Energia (MME), o mandatário assegurou que o governo enfrenta embates internos constantes para assegurar o equilíbrio nas contas públicas.

Defesa da equipe econômica e dos cortes

O chefe do Executivo elogiou o esforço de seus colaboradores e rechaçou cortes orçamentários que prejudiquem a população de menor renda, pontuando que os menos favorecidos não serão penalizados por ajustes econômicos. “Ninguém nesse País pode falar mais de responsabilidade fiscal do que minha equipe econômica. Esses meninos que ganham pouco, que se matam de trabalhar e são xingados, brigando com outros ministros porque nós temos que tirar dois tostões de um para colocar no outro. Ficam o ano inteiro brigando para manter a política fiscal com responsabilidade”, declarou Lula. Em seguida, completou: “A única coisa que eles têm que saber é que o pobre não pagará a conta, nós não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício”.

Relação com o mercado e herança administrativa

Sobre o superávit primário alcançado, que atingiu 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, o presidente argumentou que o índice reflete a capacidade máxima da gestão atual, apesar das pressões do sistema financeiro. “Nós estamos entregando o orçamento agora com superávit. Não é o que sistema financeiro quer, porque ele quer tudo, mas é o que a gente pode fazer”, afirmou. O petista também cobrou contexto histórico ao avaliarem os indicadores econômicos atuais, fazendo referência ao cenário herdado da administração anterior de Jair Bolsonaro. “Alguém pode falar que esse governo não tem responsabilidade fiscal? Para alguém falar que a gente não tem, as pessoas precisam dizer como é que nós pegamos esse governo”, pontuou.

Origens da disciplina fiscal e comparações internacionais

Resgatando suas raízes pessoais, o político mencionou os ensinamentos de sua mãe, Dona Lindu, sobre o controle de gastos domésticos. “Ninguém pode gastar mais do que tem”, relembrou. Por fim, o presidente colocou em dúvida a precisão dos dados sobre o endividamento nacional e comparou a situação brasileira com a de potências globais, solicitando que o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, detalhe os números à imprensa em momento oportuno. “Quantos países do mundo têm a seriedade fiscal que nós temos? Qual é a dívida interna dos EUA, da França, do Japão ou da Itália? Perto da nossa, é o dobro em relação ao PIB. Se a gente for analisar a nossa dívida de verdade, ela nem é tudo que aparece”, concluiu.

As declarações reforçam a diretriz do Palácio do Planalto de blindar programas sociais frente às demandas por contenção de gastos públicos, mantendo o embate público com agentes do mercado financeiro sobre os rumos da economia nacional.

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