quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Brasil

Lula e Flávio Bolsonaro concordam em abrir sigilos simultaneamente

Defesa dos políticos apresentou documento ao TSE exigindo que dados bancários, fiscais e telefônicos sejam públicos ainda hoje

Lula e Flávio concordam em abrir sigilos simultaneamente

Os representantes de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) compareceram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (22) para protocolar uma petição conjunta que autoriza a abertura total e simultânea de seus registros bancários, fiscais e telefônicos.

Detalhes do acordo no TSE

O documento foi direcionado ao ministro André Mendonça e traz o aval assinado por ambos os políticos por meio de procuração. A estratégia jurídica busca uma decisão célere ainda nesta quinta-feira, com a divulgação dos dados em um portal de acesso público até as 22h, antecedendo o debate da Rede Globo agendado para a próxima sexta-feira (23).

Bastidores e impasses entre as campanhas

A iniciativa nasceu de um desafio mútuo lançado durante um debate realizado pelas emissoras Band e Jovem Pan News. No entanto, o encontro matinal na sede do TSE também foi marcado por trocas de acusações e reclamações mútuas entre os aliados de ambos os lados sobre a lentidão no cumprimento dos prazos.

Do lado da campanha do parlamentar do PL, o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo) fez críticas severas ao formato da entrega realizada pela chapa adversária, afirmando:

“Lula não entregou documentos, entregou mais uma petição, mais um pedido para que tudo seja entregue por todo mundo, que já estava nos autos, ou seja, esse momento agora de manhã se tornou totalmente desnecessário.”

Apesar das divergências, o representante da campanha opositora assegurou que o grupo vai cumprir todas as exigências estabelecidas: “Vamos apresentar e cumprir tudo até meia-noite”.

Abrangência dos dados divulgados

A quebra dos registros abrange frentes sensíveis para ambos os lados. No caso do petista, o escrutínio atinge familiares diretos, o Instituto Lula e a empresa L.I.L.S. Palestras.

Já no que tange a Flávio Bolsonaro, a devassa alcança parentes, empresas nas quais figure como sócio, o conteúdo de mensagens trocadas com Daniel Vorcaro e contas mantidas no exterior, com ênfase na Alcazar Holdings, companhia sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, sob a administração de Willer Tomaz.

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