domingo, 8 de novembro de 2026
Brasil

Gadi Eisenkot abre porta para aliado de Netanyahu em novo governo

Ex-chefe do Estado-Maior foi encarregado pelo presidente Isaac Herzog de liderar a formação da próxima gestão israelense

Gadi Eisenkot convida partido de Netanyahu a formar coalizão de governo

O recém-indicado para formar o próximo executivo de Israel, Gadi Eisenkot, sinalizou que aceita a entrada do partido do atual primeiro-ministro em fim de mandato, Benjamin Netanyahu, e de um aliado da extrema direita na nova coalizão, desde que ele assuma o comando do país.

Condições para a unidade política

A declaração ocorreu neste domingo (8), logo após receber a missão de montar a administração nacional. O político enfatizou que a participação das legendas depende da aceitação de suas diretrizes.

“Se os membros do Likud (de Netanyahu) e do Partido Sionista Religioso (do ministro das Finanças, Bezalel Smotrich) realmente acreditam que este é um momento para a unidade, como disseram ao presidente, não vejo motivo para que não apoiem um governo liderado por mim e baseado nos princípios que apresentei”, afirmou Eisenkot.

Nova realidade política e cenário internacional

A indicação foi feita pelo presidente israelense, Isaac Herzog, que destacou a transição para uma “nova realidade política”. O momento coincide com os desdobramentos das eleições nos Estados Unidos, onde os democratas impuseram dificuldades ao presidente republicano Donald Trump ao garantirem maioria em ambas as casas do Congresso.

Trajetória militar e parlamentar

Com mais de quatro décadas de serviços prestados às Forças de Defesa de Israel (IDF), Eisenkot alcançou o topo da hierarquia militar como o 21.º Chefe do Estado-Maior Geral, cargo que ocupou de 2015 até janeiro de 2019, sendo sucedido pelo tenente-general Aviv Kohavi.

Atuação no Knesset

Sua entrada no parlamento israelense ocorreu em 2022, eleito pela legenda da Unidade Nacional para a 25ª legislatura do Knesset. Na casa legislativa, comandou a Subcomissão de Doutrina de Segurança e Desenvolvimento de Força, além de participar do Comitê de Relações Exteriores e Defesa e de outros grupos voltados à segurança e inteligência até retornar à oposição em 2024.

A articulação liderada pelo ex-general testa agora a capacidade de união entre correntes rivais no cenário político israelense sob um novo panorama estratégico.

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