quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Brasil

Flávio Bolsonaro afirma que segredo sobre fuga será mantido

Senador, que está nos Estados Unidos, alega que planejou a saída do Brasil sozinho após a derrota nas eleições presidenciais de 2026.

Flávio Bolsonaro diz que vai ‘levar ao túmulo’ informações sobre fuga do Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em entrevista recente, que manterá em sigilo absoluto os detalhes sobre sua saída do país após a derrota eleitoral de 2026. O parlamentar, que deixou o território brasileiro na madrugada de 28 de outubro, declarou que pretende “levar ao túmulo” os métodos e a logística utilizados na operação.

Detalhes da saída do Brasil

Em sua primeira manifestação pública desde que se estabeleceu nos Estados Unidos, o senador negou qualquer suporte externo para concretizar a viagem. Ao ser questionado sobre o planejamento da fuga, ele reforçou a autonomia da decisão: “Não tive nenhuma ajuda de ninguém, de nenhum governo. Como eu cheguei aqui, vou levar ao túmulo comigo”, afirmou.

Apesar da negativa do senador, registros apontam que o voo em jato particular foi custeado por um intermediário do setor aeronáutico por meio de uma conta bancária sediada em território norte-americano. A viagem ocorreu pouco após a Polícia Federal determinar a entrega de seus passaportes no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro.

Risco de prisão e contexto jurídico

O parlamentar, de 45 anos, justificou sua decisão de deixar o país citando o cenário enfrentado por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos de reclusão. Sobre seu próprio futuro jurídico no Brasil, o senador foi categórico: “Eu já sei que o final da história será minha prisão”, completou.

Rota de fuga e descumprimento de ordem judicial

A saída de Flávio Bolsonaro ocorreu em flagrante desrespeito a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia proibido o senador de deixar o Brasil. Ele atravessou a fronteira entre Foz do Iguaçu e a cidade argentina de Puerto Iguazú via terrestre, na noite de 27 de outubro.

De lá, a família embarcou em um jato que realizou uma escala técnica em Guayaquil, no Equador, para reabastecimento antes de seguir para Miami. O trajeto foi desenhado especificamente para evitar o espaço aéreo brasileiro, conforme monitoramento de serviços de rastreamento de voos.

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