O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) finalizaram neste sábado (24) suas agendas de rua para o segundo turno da disputa presidencial. Os candidatos realizaram mobilizações em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, um dia após o confronto final na televisão e a poucas horas da abertura das urnas.
Caminhadas e discursos no Rio e em São Paulo
Lula iniciou o dia na orla de Copacabana, na Zona Sul carioca, reunindo eleitores desde as primeiras horas da manhã. O petista percorreu a região em um carro de som ao lado de aliados políticos e da primeira-dama, Janja da Silva. Antes da atividade, o chefe do Executivo expressou confiança em uma reviravolta no pleito e criticou duramente seu oponente, a quem chamou de “miliciano”.
“A grande lição que 2026 deixa é que, sem o povo, não se ganham as eleições. O povo quer mudança e não quer retroceder, mas a sociedade precisa se convencer de que não pode eleger um miliciano”, declarou o presidente durante o evento.
O candidato à reeleição também agradeceu o engajamento dos simpatizantes e mencionou a força das redes sociais na mobilização. “Eu tenho que agradecer ao povo brasileiro, pois o que ele fez neste segundo turno não estava escrito em nenhuma página da nossa sociologia. O povo assumiu para si a responsabilidade de fazer a campanha”, afirmou. Na sequência, o atual mandatário seguiu para a capital paulista, onde concluiu sua trajetória de campanha com uma caminhada na Avenida Paulista na companhia do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Motociata em Minas e ato na Barra da Tijuca
Do outro lado, Flávio Bolsonaro concentrou sua manhã em Belo Horizonte, participando de uma motociata entre a Praça do Papa e a Praça da Liberdade. O parlamentar esteve acompanhado de lideranças políticas estaduais e nacionais, como o governador paulista Tarcísio de Freitas e o governador eleito mineiro Cleitinho Azevedo, mas deixou o local sem discursar.
Em publicação nas redes sociais, o candidato do PL enfatizou o peso político da região. “Tem uma tradição de que quem ganha em Minas e São Paulo ganha o Brasil”, afirmou o senador ao lado dos aliados.
Posteriormente, o candidato seguiu para o Rio de Janeiro para um evento na Barra da Tijuca. A mobilização ocorreu após uma intensa agenda de viagens do postulante ao longo das últimas semanas, que incluiu centenas de atos articulados por apoiadores na reta final da disputa.
Debate decisivo e acusações mútuas
As agendas de encerramento ocorreram logo após o debate promovido pela TV Globo na sexta-feira (23), marcado pela discussão de temas como economia, programas sociais e segurança. Durante o confronto, os presidenciáveis trocaram críticas e propostas. Um dos episódios de maior tensão envolveu uma fala de Flávio sobre a deficiência física do adversário, seguida de um pedido de desculpas do senador.
O clima acirrado refletiu-se nos levantamentos divulgados pelos institutos de pesquisa na véspera do pleito. Empresas como Gerp, Datafolha, BTG/Nexus e Atlas/Bloomberg apontam o candidato do PL numericamente à frente nos votos válidos, mas todas destacam a existência de um cenário de empate técnico.
Mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a comparecer às urnas neste domingo (25). A votação acontece das 8h às 17h, no horário de Brasília, com apuração iniciada logo após o encerramento.



