Com 60,07% dos votos apurados quando 86,89% das urnas foram contabilizadas, Omar José Abdel Aziz (PSD), 68 anos, garantiu neste domingo (08) mais quatro anos à frente do governo do Amazonas. Ele superou Maria do Carmo Seffair (PL), que registrou 39,93% dos votos válidos no pleito.
Retorno ao executivo estadual
O resultado consolida o retorno de Aziz ao comando do estado, cargo que ocupou anteriormente entre 2010 e 2014. No primeiro turno, realizado em 5 de outubro, ele já havia liderado a preferência do eleitorado com 40,63% do total, somando 841.846 votos, enquanto Seffair obteve 24,49%, equivalente a 507.335 votos.
Origem e formação acadêmica
Nascido em Garça, município do interior paulista, em 13 de agosto de 1958, o político migrou para a Região Norte ainda na juventude. Graduou-se em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e deu os primeiros passos na vida pública por meio da militância em movimentos estudantis.
Histórico de mandatos
A trajetória institucional começou em 1988, quando conquistou uma cadeira de vereador em Manaus, sendo reconduzido ao posto em 1992. Em 1994, alcançou a Assembleia Legislativa do Amazonas na condição de deputado estadual mais votado. Posteriormente, atuou como vice-prefeito de Manaus por dois mandatos, a partir de 1996 e 2000, ao lado de Alfredo Nascimento.
Em 2002, integrou a chapa vitoriosa de Eduardo Braga para o governo estadual, assumindo a vice-governadoria em 2003 e sendo reeleito em 2006. Com a renúncia de Braga para concorrer ao Senado, Aziz assumiu o comando principal e venceu a eleição daquele ano, alcançando 63,9% dos votos, marca histórica no estado.
Projeção no congresso nacional
Após renunciar ao governo em abril de 2014, ele elegeu-se senador com 58,51% dos votos válidos. No Congresso, ganhou visibilidade nacional em 2021 ao presidir a CPI da Pandemia, comissão que investigou a gestão federal na crise sanitária da Covid-19.
Reeleito para o Senado em 2022 com mandato válido até 2031, Aziz também lidera a bancada do PSD e integra colegiados importantes, como a Comissão de Constituição e Justiça, mantendo forte atuação em pautas voltadas à Zona Franca de Manaus e ao desenvolvimento amazônico.



